segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Sobre todos os doramas que eu... não quero lembrar!


Antes de começar a escrever qualquer coisa sobre esses doramas aí em cima, que fique claro: Tudo o que estará escrito aqui é sobre a MINHA opinião. Você pode ter amado um ou mais desses doramas, e está tudo bem. Não nascemos para gostarmos das mesmas coisas, até porque seria tudo muito entediante se fosse assim.

Alerta de Spoiler. Se você não viu esses doramas, não leia esse post.
Ou leia.
A vida é para ser vivida perigosamente.

***

Eu costumo escrever sobre os doramas que gosto. Master's Sun, Queen In Hyun's Man e Reply 1997 são alguns desses. Mas de vez em quando, me deparo com dramas que não enchem meu coração.
O engraçado é que esses três doramas que eu falarei hoje são extremamente famosos, no meio dos viciados em doramas são muito bem falados e recomendados. Então, talvez, apenas eu não tenha gostado, e isso pode ser verdade. Mas vamos expôr o porquê da viciada em dorama não ter curtido esses famosinhos:

The Heirs:
    Um dos meus primeiros doramas. Confesso que nos primeiros episódios ele era bom. Confesso que o casal Shin Hye e Min Ho era até fofinho no começo, quando tudo se passava nos Estados Unidos e os roteiristas ainda não tinham conseguido cagar toda a história. Conforme a história foi passando, com a volta dos dois á Coréia, com o aparecimento de novos personagens, o dorama foi se perdendo demais. Primeiro porque eu não consegui engolir o romance que ia crescendo entre a Cha Eun Sang (Park Shin Hye) e o Kim Tan (Lee Min Ho). Costumava pensar que isso se dava pelo Young Do (Kim Woo Bin), que roubou, de fato, toda a cena do personagem principal. Eu gostava muito mais do romance dele com a mocinha do que com o próprio male lead.
    Mas isso não é uma surpresa, muitos doramas sofrem com um second lead muito melhor do que o male lead. Mas mesmo com esse problema, você ainda consegue sentir algum afeto pelo personagem principal com a mocinha, porque acima de tudo, o romance deles SURGE DE ALGUMA FORMA. Com The Heirs foi diferente, não consegui sentir da onde surgiu o interesse do Kim Tan pela Eun Sang e muito menos de onde surgiu o interesse da Eun Sang pelo Kim Tan. Sim, a Eun Sang era chata. Chegava a ser insuportável as vezes. Mas eu sentia que o Kim Tan obrigava ela a gostar dele. Todas as aproximações físicas que eles tiveram, foram veementemente negadas por parte dela, como se ela não quisesse nada daquilo, e fui obrigada a engolir um romance que nascia de um sentimento forçado. Sim, sei bem que a Shin Hye nao é a melhor atriz em momentos de romance. Mas em The Heirs era diferente, era como se a personagem dela fosse a bonequinha de todo mundo.
       Todo mundo fazia o que queria com ela. E ela consentia, aceitava e deixava pra lá. Assim, o cara que era pra ser o vilão, acabou virando o personagem mais legal e compreensivo. Já que ele era o único que de uma forma ou de outra, respeitava o que a Eun Sang queria. 
    Enfim, foi uma sequência infinita de erros. Os roteiristas erraram em escrever personagens tão esquisitos. Principalmente deixando um traço tão grande de Machismo e Misoginia no Kim Tan. O que provavelmente nem era a intenção deles. E fazendo a Eun Sang tão submissa que chegava a doer. E o resto da história era tão maçante que eu, sinceramente, pulei muitas das partes do irmão do Kim Tan, arrastei o dorama até o final e dei graças a Deus quando acabou.
    Já quase apanhei por dar este depoimento sobre The Heirs. Então queria deixar claro que apesar de malhar o dorama para quem me pergunta sobre ele, tenho uma paixonite aguda. Bom, Kim Woo Bin é Kim Woo Bin. E pelo amor de Deus, não venham me dizer que o Young Do era um babaca, "mimimi jogou ela na piscina", ENTENDAM O MOTIVO pelo qual ele fez isso.
Obrigada, de nada.

Goong:
A minha maior decepção até hoje no mundo dos doramas. Terminei de ver Goong há um mês e tinha grandes expectativas nele. Primeiro porque os atores que interpretam os personagens principais são atores que eu gosto muito. Segundo porque esse dorama é extremamente recomendado por todo mundo que já o assistiu. Terceiro porque ele é um dos doramas mais famosos, está na lista junto com Hanadan, Coffe Prince e Secret Garden.
Goong tinha tudo para ser um dorama bom. Apesar da história ser bastante clichê, casamento forçado, triângulo amoroso... Quem assiste esses clichês sabe que é fácil de acertar. Mas Goong não acertou em nada para mim. O problema foi com certeza na transição da paixão do mocinho, da antagonista para a protagonista. O problema foi que essa transição não existiu. O problema foi que fiquei confusa o tempo todo sobre o que o mocinho queria. Não entendi. Ele sentia ciúmes mas ele não queria nada com ela. Ele ficava com raiva quando via ela com outro, mas não largava o osso da mala sem alça que ele gostava. Ele não abria a boca para falar nada que prestasse, mas quando falava era só decepção. Confesso que como isso vinha acontecendo desde o começo do dorama e mesmo depois de já termos a "certeza" que ele realmente gostava dela, do meio pro final nenhuma reviravolta mais me interessava. O fato era que eu tinha brochado legal no romance dos dois e nada que pudesse acontecer iria mudar isso.
Assim fica difícil.

Secret:
Ô dorama réi triste. Vá sofrer assim lá longe! Mas a sofrência não foi de longe o motivo desse dorama ter falhado para mim. De fato, Secret tem muitos pontos positivos, a história é boa, os atores são maravilhosos, a sofrência é sofrência de verdade! A personagem principal conseguiu se manter até quase o final sendo hiper master blaster foda no meu ponto de vista. Ela sofreu a novela inteira mas não desistiu. Era ética, centrada e fazia tudo para ver quem ela amava bem. As pessoas que viram esse dorama costumam ter raiva do fato dela ter acobertado o namorado no acidente, dela ter ido para a cadeia, tido um filho lá dentro e mesmo assim não sentir raiva e manter sua promessa até o final. Eu já sabia que ela faria isso desde o começo. Foi burrice? Foi! Mas foi uma atitude nobre, não peguei raiva do drama por causa disso.
O meu problema começou com o personagem principal. Primeiro que ele precisava de um psiquiatra. Ele podia até amar a menina que faleceu e não pôde suportar a perda, mas convenhamos de que o amor dele era um amor muito esquisitinho. Não sabe brincar, não desce pro play. Ele era carente toda vida e quando descobriu que podia encher o saco de outra pessoa, nossa, foi insuportável. Daí começou a doença dos mocinhos meio-malvadinhos-meio-bonzinhos de doramas. O cara não sabia se queria matar ou se queria dar vários beijinhos na colega principal. Não sabia se humilhava ou se ajudava a mocinha. No começo, tudo bem. No começo a gente até acha bonitinho ele lutando contra seus sentimentos, mas chega uma hora que ninguém mais aguenta.
A cereja do bolo desse dorama, na minha humilde opinião, foi a descoberta que o filho dela ainda estava vivo.
Primeiro porque era de se esperar, não sei como ela não desconfiava daquela velha maldita. E depois de descobrir isso, ela simplesmente desistir de conseguir o filho de volta e aceitar viver do ladinho do homem que ela gostava sem ele. FOI A GOTA D'ÁGUA. Também já li argumentos que diziam que o menino já estava crescido e não lembrava da mãe, tampouco sabia que era adotado. Amava a mãe adotiva e seria maldade tirá-lo de perto dela. Isso para mim não significa nada, o garoto é filho dela, nasceu dela, ela amou aquela criança mais do que tudo. Sofreu muito por ela pra no final desistir.
Realmente, não me desceu.


JRS

Um comentário:

Obrigada por reservar uns minutinhos para ler meu blog. Fico agradecida! =) E obrigada por comentar!!
Ass: Julia Siqueira