sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ane.

Ane, tadinha, não entendia muito dessa coisa de contextualização.
Ane, tadinha, era tão frustrada que vivia a beira da própria ignorância.
Ane, tadinha, tinha tudo que queria, mas não gostava de nada.
Ane, tadinha, lia tudo, devorava tudo, mas não escrevia nada, não.
Ane, tadinha, era tão bonitinha, com corpinho de sereia.
Ane, tadinha, achava que tudo girava ao redor dela.
Ane, tadinha, era toda metalinguística, tentava se explicar, usando-se de exemplo.
Ane, tadinha, coitadinha da Ane, não sabia nada de interpretação de texto.

JRS



2 comentários:

Obrigada por reservar uns minutinhos para ler meu blog. Fico agradecida! =) E obrigada por comentar!!
Ass: Julia Siqueira