domingo, 3 de março de 2013

A pior parte disto. #Prólogo

Eu não vou te beijar.
Porque a pior parte disso
é deixar você.

Você não espera que coisas ruins aconteçam com você. Porque você é especial. Você é jovem, cheio de vida, opiniões e ideias. Você não espera morrer atropelado ao atravessar uma rua qualquer. Não espera levar um tiro na porta de casa. Essas coisas não acontecem com você. O que você espera é ter alguém pra abraçar e chamar de seu, espera ser alguém especial na vida de quem é especial pra você.
Mas e quando nada é como se imagina? E quando as notícias não são assim tão boas, o que você faz?
Bom, eu vou ensinar à vocês.

***

     Eu podia escutar tudo. O tec tec do salto alto da mulher loira nervosa que caminhava de um lado para o outro na sala de espera. O ponteiro do relógio de segundo a segundo. Eu podia até escutar os meus batimentos... se ficasse bem parada. Eu recebera a notícia há algumas semanas. Apenas meus pais sabiam. Eu não sabia, eu nem ao menos acreditava. Eu era jovem demais pra acreditar. Talvez eu esteja reagindo errado. Talvez eu deva aceitar e rezar pro meu prazo se estender. Mas eu nunca fui de rezar muito. E seria hipocrisia de minha parte começar a fazê-lo agora.
     A minha história de vida é mais ou menos assim: fui inteligente demais no colegial para ser legal. Então, nunca tive muitos amigos. Minhas notas me levaram a uma boa faculdade e a um bom emprego. Nunca tive um relacionamento duradouro. Nunca me esforcei pra isso acontecer. Minha amiga Gio (Giovana mesmo), diz que sou até bonita. Com todo esse verde/azul de meus olhos e meu jeito durão de ser. Mas não me deixo abater pelo o que ela diz. 
     Resolvi fazer tudo diferente durante esse ano - meu último ano -, talvez eu fotografe e deixe registrado para as futuras gerações. Não vou deixar que mais um ano passe em branco, como foram todos os outros. Decidi que, se uma ideia insana passar pela minha cabeça, eu vou realiza-la, sem medir consequências. Cansei das consequências, cansei de pensar nelas mesmo antes delas acontecerem.
Vou ser quem eu quiser.
Vou ter quem eu quiser.
Pelo menos esse ano.

E foi assim que eu resolvi não me importar.
E foi assim que eu me meti numa encrenca inimaginável.


JRS

sábado, 2 de março de 2013

#Projeto Web Novela.

     Tá, ainda nem tem título. Eu só pensei na história e em como os personagens devem ser. E agora passam palavras e frases soltas na minha cabeça. E algo dentro de mim diz: NÃO DEIXA IR EMBORA, NÃO DEIXA.
                                                                          CRISTAL. 

                                                   POR FAVOR, NÃO.

DEIXA PRA LÁ.

                                                  Ela é uma raça rara, fato importante. Uma espécie em extinção.

"- Tem alguma coisa a ver com liberdade, ou borboletas, O que pra mim é praticamente a mesma coisa." "Se você nunca tentar, você nunca vai saber."

"COMO EU POSSO SENTIR CIÚMES DE UMA PESSOA QUE NUNCA FOI MINHA?"

                                                    "Não vai embora, não. Ninguém nunca ficou comigo por tanto tempo assim. Eu me acostumei com você aqui."

"NEM CHEGOU PERTO. NEM UM POUCO. NÃO MESMO."

"Porque diabos você carrega essa agenda pra todo canto?" "Não é uma agenda é um diário."

"Da última vez que apostamos alguma coisa, acabei com um olho roxo."

"Você tem essa ideia constante de destruir o casamento de alguém ou é só comigo?" "Não, sou fissurada nessa ideia. Li num livro uma vez."



     Mesmo sem saber muito o que fazer, diálogos vem e vão na minha cabeça e eu PRECISAVA escrever eles aqui. É assim que funciona. No fundo, eu já sei que a história está pronta. Meu subconsciente deve achar mais divertido me fazer sofrer minuto a minuto. Sempre foi assim, sempre vai ser.
     Ah, a propósito. Bem vinda, Cristal. Conheço alguém que não vai gostar nadinha de você. ;)


JRS