sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ane.

Ane, tadinha, não entendia muito dessa coisa de contextualização.
Ane, tadinha, era tão frustrada que vivia a beira da própria ignorância.
Ane, tadinha, tinha tudo que queria, mas não gostava de nada.
Ane, tadinha, lia tudo, devorava tudo, mas não escrevia nada, não.
Ane, tadinha, era tão bonitinha, com corpinho de sereia.
Ane, tadinha, achava que tudo girava ao redor dela.
Ane, tadinha, era toda metalinguística, tentava se explicar, usando-se de exemplo.
Ane, tadinha, coitadinha da Ane, não sabia nada de interpretação de texto.

JRS



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Te coloquei num pedestal.

Me esgueirando fui depressa me esconder de baixo do braço de quem sempre me protege.
Eu não sei se tenho medo de um dia me perder na fortaleza em que me sinto quando fico perto dele.
Meus dedos são tão curtos, minha mão é tão pequena e ainda assim eu faço um estrago gigantesco quando passo por aqui.
E ele é tão maior que eu, tão mais forte que eu, e ainda assim vulnerável a toda e qualquer ferida que eu possa causar.
Eu me lembro, de setembro, e de tudo o que veio depois.
Nunca havia colocado ninguém antes do andar mais alto, experimentei você.
Agora não quer mais descer.
E é só isso que importa.
Só isso.

Mas há sempre um ponto final.

JRS


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Refúgio.


Alguma coisa sempre me puxa de volta. 

Não importa o quão longe eu possa estar. 
Eu devia perder essa minha mania de sempre ter que cutucar a ferida, pra lembrar de que por mais que ela já tenha se curado, sempre pode ser reaberta.
É impressionante, muitas pessoas maravilhosas passaram pela minha vida e eu me esqueci de quase todas, como se elas não tivessem tido nenhuma importância. 
Mas as ruins... as ruins ficam cravadas no fundo da minha mente apenas esperando um dia solto pra voltarem à tona.
Em essência, elas já foram. Não me lembro mais de nada importante sobre elas. As vezes, só do nome e do quanto me fizeram mal.
As vezes, quase raramente, penso no motivo delas. O que será que elas pensam? Se arrependem?
Pelo mesmo motivo por qual fizeram é que eu acho que não se arrependem.
Mas, sinceramente? Nunca fui boa em ser a vítima. E mesmo sendo... nunca fui.

JRS

sábado, 6 de julho de 2013

Um brinde ao tempo.

Eu nunca pensei que um dia pudesse me aliar a alguma coisa.
Sempre tive minhas ideias pregadas no conceito de que nada muda um sentimento
Ele sempre permanece.
Inconstante, inquebrável e inatingível.
Eu sempre tive mania de in.
Inversa é uma dessas coisas também.
Mas o que nunca pensei, seria que o tempo, viria a ser meu maior aliado.
Sempre achei conversa fiada aqueles que falam que o tempo cura tudo.
Mas quando tive de deixar o tempo curar, ele foi mais forte que eu.
O tempo cura tudo.
De corte no dedão até coração partido.
Tudo.

JRS


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Relação personagens 2) Miguel

Miguel Lamberte (LAMBÉRTE, NÃO LAMBER-TE.)
- Quarto personagem que criei. é uma mistura de como seria o cara perfeito pra mim, com o cara mais irritante da face da Terra. Se Melína foi criada em 2008, provavelmente Miguel foi criado em 2009/10. Não fazia parte da primeira versão de Não chore, Melína. Que na verdade se chamava "Inabalável". Foi criado somente quando eu coloquei na cabeça que Gabriel e Mel não ficariam juntos, de jeito nenhum!

- Apesar do que insistem em dizer (os únicos que conhecem essa história) Miguel NÃO É a cópia de "uma pessoa", seria se eu tivesse bola de cristal, ou fosse vidente. Mas ele foi criado muito antes de "qualquer coisa" e o fato do cabelo, olhos e comportamento serem "um pouco" semelhantes aos de certa pessoa, não quer dizer que ele tenha sido baseado nisso, ok?! ^^

- É, com toda certeza, o personagem mais legal que eu criei e vou criar em toda a minha vida.

- Na ordem dos personagens que eu mais gosto, ele é o primeiro.

- Seu rascunho (quando ele ainda não era o "Miguel"), estava sendo criado para se tornar o companheiro de Beatriz. Primeira prova de que ele não foi plagiado. Depois de pronto, me apaixonei por ele. Portanto...

- A primeira aparição de Miguel no livro não é no primeiro capítulo. Ele está bêbado (Mais uma prova de que ele não foi plagiado.) E o porquê dele estar bêbado fica claro depois de alguns capítulos.

- Não sei ao certo qual vai ser a profissão dele. Só sei que ele tem um jipe verde.

- É ousado demais.

- Se apaixona pela Melína, sim. Mas não a primeira vista.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A pior parte disto. #Capítulo O1

Desligue o mundo
E feche os olhos.
Não pense mais nisso.


Vinte e três anos. Vinte e três anos e um noivado. Quem se casa aos vinte e três anos? Bom, eu me casaria, já que tenho vinte e dois e vou morrer em menos de um ano. Mas seria maldade me casar e deixar meu marido viúvo. Maldade demais, se esse cara pelo menos existisse.
Recebi um convite para comparecer à uma festa de noivado. Da filha da amiga de infância da minha mãe. Não faço a menor ideia de quem seja. Minha mãe diz que costumávamos brincar juntas quando crianças.
Legal.
Aposto que seria bem admirável de minha parte aparecer por lá, já que nem me dei ao trabalho de me esforçar pra me lembrar da pobre noiva.
Mas eu vou mesmo assim. Vestido, maquiagem e salto. Ah, me esqueci da indiferença e do sarcasmo. Coloquei os dois últimos itens dentro da bolsa e fui.
Quanta gente.
Não sei lidar com multidões. Espero não enfraquecer ou desmaiar por aqui.
Eu consigo enxergar o noivo e a noiva, o sorriso de felicidade dela me deu uma bela pista... mas o que matou a charada mesmo foi o olhar aterrorizador do noivo. Ele deve estar com medo.
O que eu vou fazer hoje? Dançar em cima de uma mesa, beber todas até cair? Ainda não me decidi, mas eu vou fazer algo, eu prometi...

domingo, 7 de abril de 2013

Teu cheiro, no meu travesseiro.

Teu cheiro ficou no meu travesseiro.
E agora eu não consigo mais dormir.

Acho que tô ficando meio louca.
A fronha é nova.
E já foi lavada.

Mas teu cheiro ficou no meu travesseiro.


JRS

domingo, 3 de março de 2013

A pior parte disto. #Prólogo

Eu não vou te beijar.
Porque a pior parte disso
é deixar você.

Você não espera que coisas ruins aconteçam com você. Porque você é especial. Você é jovem, cheio de vida, opiniões e ideias. Você não espera morrer atropelado ao atravessar uma rua qualquer. Não espera levar um tiro na porta de casa. Essas coisas não acontecem com você. O que você espera é ter alguém pra abraçar e chamar de seu, espera ser alguém especial na vida de quem é especial pra você.
Mas e quando nada é como se imagina? E quando as notícias não são assim tão boas, o que você faz?
Bom, eu vou ensinar à vocês.

***

     Eu podia escutar tudo. O tec tec do salto alto da mulher loira nervosa que caminhava de um lado para o outro na sala de espera. O ponteiro do relógio de segundo a segundo. Eu podia até escutar os meus batimentos... se ficasse bem parada. Eu recebera a notícia há algumas semanas. Apenas meus pais sabiam. Eu não sabia, eu nem ao menos acreditava. Eu era jovem demais pra acreditar. Talvez eu esteja reagindo errado. Talvez eu deva aceitar e rezar pro meu prazo se estender. Mas eu nunca fui de rezar muito. E seria hipocrisia de minha parte começar a fazê-lo agora.
     A minha história de vida é mais ou menos assim: fui inteligente demais no colegial para ser legal. Então, nunca tive muitos amigos. Minhas notas me levaram a uma boa faculdade e a um bom emprego. Nunca tive um relacionamento duradouro. Nunca me esforcei pra isso acontecer. Minha amiga Gio (Giovana mesmo), diz que sou até bonita. Com todo esse verde/azul de meus olhos e meu jeito durão de ser. Mas não me deixo abater pelo o que ela diz. 
     Resolvi fazer tudo diferente durante esse ano - meu último ano -, talvez eu fotografe e deixe registrado para as futuras gerações. Não vou deixar que mais um ano passe em branco, como foram todos os outros. Decidi que, se uma ideia insana passar pela minha cabeça, eu vou realiza-la, sem medir consequências. Cansei das consequências, cansei de pensar nelas mesmo antes delas acontecerem.
Vou ser quem eu quiser.
Vou ter quem eu quiser.
Pelo menos esse ano.

E foi assim que eu resolvi não me importar.
E foi assim que eu me meti numa encrenca inimaginável.


JRS

sábado, 2 de março de 2013

#Projeto Web Novela.

     Tá, ainda nem tem título. Eu só pensei na história e em como os personagens devem ser. E agora passam palavras e frases soltas na minha cabeça. E algo dentro de mim diz: NÃO DEIXA IR EMBORA, NÃO DEIXA.
                                                                          CRISTAL. 

                                                   POR FAVOR, NÃO.

DEIXA PRA LÁ.

                                                  Ela é uma raça rara, fato importante. Uma espécie em extinção.

"- Tem alguma coisa a ver com liberdade, ou borboletas, O que pra mim é praticamente a mesma coisa." "Se você nunca tentar, você nunca vai saber."

"COMO EU POSSO SENTIR CIÚMES DE UMA PESSOA QUE NUNCA FOI MINHA?"

                                                    "Não vai embora, não. Ninguém nunca ficou comigo por tanto tempo assim. Eu me acostumei com você aqui."

"NEM CHEGOU PERTO. NEM UM POUCO. NÃO MESMO."

"Porque diabos você carrega essa agenda pra todo canto?" "Não é uma agenda é um diário."

"Da última vez que apostamos alguma coisa, acabei com um olho roxo."

"Você tem essa ideia constante de destruir o casamento de alguém ou é só comigo?" "Não, sou fissurada nessa ideia. Li num livro uma vez."



     Mesmo sem saber muito o que fazer, diálogos vem e vão na minha cabeça e eu PRECISAVA escrever eles aqui. É assim que funciona. No fundo, eu já sei que a história está pronta. Meu subconsciente deve achar mais divertido me fazer sofrer minuto a minuto. Sempre foi assim, sempre vai ser.
     Ah, a propósito. Bem vinda, Cristal. Conheço alguém que não vai gostar nadinha de você. ;)


JRS
 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Minha Primeira Resenha: A HOSPEDEIRA.


A Hospedeira, de Stephenie Meyer.

Sei que esse livro já foi lançado a bastante tempo, mas resolvi que a primeira resenha do meu blog devia ser sobre ele, porque é um livro extremamente sensível, cheio de segredos e mundos que levam nossa imaginação longe.

EDITORA: Intrínseca
ANO DE LANÇAMENTO: 2009
PÁGINAS: 557

Um tipo incomum de inimigo inimaginável começa a dominar a Terra. Eles não são como sempre são descritos: São almas! Almas pequeninas e iluminadas que habitam o universo à milhares de anos antes do ser humano. E o ser humano agora sucumbe à eles. Essas mesmas almas precisam de um hospedeiro para poderem sobreviver no planeta em que foram designadas a habitar. E um novo planeta começa a ser explorado por eles, a Terra.
Peregrina é uma alma professora, já viveu em quase todos os outros mundos e nunca teve um motivo maior para fincar raízes em um só mundo. Melanie é uma humana "selvagem", um dos poucos habitantes da Terra que não sucumbiu à seu hospedeiro, mas foi capturada pelo o que mais temia. O primeiro encontro de Peregrina e Melanie se dá quando alma e corpo se juntam. Peregrina é designada a cuidar desse corpo, por ser considerada uma alma forte, que cuidará de seu hospedeiro, o fazendo esquecer de quem foi um dia, de seus pensamentos, sentimentos, da vida que já passou.
Mas essa missão não é completamente bem sucedida. Peregrina se dá conta de que algumas lembranças lhe estão sendo "trancadas" de alguma maneira, e descobre o porquê quando escuta a voz de Melanie pela primeira vez. As duas se encontram no mesmo corpo. Melanie se recusa a desaparecer.
Peregrina, então, tenta lutar contra a enxurrada de pensamentos que Melanie lhe faz ver. Mas em vão.
Com tantos sentimentos da "vida passada" de Melanie vindo à tona, Peregrina acaba cedendo e então, vai atrás de Jared e Jamie. Respectivos parceiro e irmão de Melanie.
A trama fica ainda mais intensa quando Melanie e Peregrina combatem a si mesmas ao verem que uma amizade e uma cumplicidade está surgindo entre elas. E Peregrina, sentindo tudo o que Melanie sente, se apaixona por Jared. Jared, por sua vez, tenta de tudo para Melanie o ouvir.
A raça humana "selvagem" está cada vez mais escassa, e Peregrina é a única que, de uma forma ou de outra,  pode orientá-los a sobreviver.

***

A Hospedeira é, sem dúvida, um livro inebriante, que prende a nossa atenção do início ao fim. Nos mostra mundos diferentes. Mundos habitados por flores, por aranhas. A história mostra que podemos lutar até o fim e até depois do fim pelo lugar que nos é de direito e que as vezes, o lugar mais inusitado, é o lugar onde encontraremos nossas verdadeiras raízes.

"É um mundo estranho.
O mais estranho de todos."



JRS




terça-feira, 29 de janeiro de 2013



Lembra quando ele quebrou seu coração falando apenas uma pequena coisa e só porque você não consegue consertá-lo, seu próprio mundo explode em milhões de pedaços que hoje estão completamente perdidos. Hoje, todas as suas palavras saem da sua boca e você não consegue respirar por que há muitas coisas que você queria dizer, que você queria fazer. Mas você está petrificada e ninguém pode te entender. Por que ninguém realmente se importa.

JRS



If i could see a little light

If i could find some piece of mind
If you just give me a sign
I could see a little light
I don´t know where you are
Maybe near or maybe far
I could see a little light
If i could see a little light
I could see a little light

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

[RE]POSTANDO: Sobre vários tipos de amor.

    Nunca havia visto aquele tipo de amor. O tipo de amor que se pode morrer. Já havia visto o que se pode matar. Mas são duas coisas completamente diferentes, amor é amor, não essa doença. Amor é o que faz o mundo se mover, mesmo estando no meio de um monte de coisas absurdas, mesmo estando no meio de gente que não sabe amar - e nem quer. -
Já li sobre amor. Basicamente tudo o que eu li fala sobre amor, o amor incondicional, o amor que não se apaga, o amor infinito.
    Já escrevi sobre o amor. Mas o que escrevi sobre ele é só o que eu sei - que não significa nada perto do que ele é e pode ser de verdade. - O que escrevi foi uma junção do pouco do amor que se sentia com o tanto da paixão que já haviam notado, no final, a mistura não foi tão bem sucedida.
Mas já vi o amor de perto, já imaginei o amor.
    São tantas formas em que se pode apreciá-lo, que quando você finalmente senti-lo, não sentirá tanto assim. - Exceto pelo fato das borboletas no estômago, os sininhos tocando como música de fundo e o sorriso abobalhado de uma adolescente de 15 anos que nada sabe da vida. -
São tantas formas de senti-lo: O amor maternal, o amor de espírito, o amor violento e o amor, somente e puro amor, que é capaz de mover uma alma a outra sem o mínimo esforço. Que é capaz de fazer se apaixonar duas pessoas que nada tem a ver uma com a outra, mas que mesmo assim, se suportam por amarem tanto assim.
      E dizem que nada pode salvar o mundo...

JRS

Em 2009.

É engraçado como a gente se engana.
Em 2009 eu pensei que eu te amasse.
Em 2009 eu tinha certeza que um dia iríamos ficar juntos.
Em 2009 eu era uma criança, cheia de esperança e de ilusões.
Em 2009 eu acreditava em 2009.
Em 2009 eu jurava que você era o melhor que eu conheceria.
Em 2009, eu gostava de você.
Em 2009 eu acreditava em 2009...

"Uma simples distração pra você esquecer."




#OFF: Selinhos que ganhei.

 
    Bom, sempre fui bastante antissocial quando se diz respeito ao meu blog. Nunca fui de ter muitos seguidores, ou seguir outros blogs. Mas durante essa semana fui conhecendo blogs lindos, com conteúdo e isso foi diminuindo um pouco do ciúme que tenho em relação ao meu blog.
Então, essa semana recebi dois selinhos de dois blogs particularmente lindos! São eles: Perdida entre Livros e Hey Karol. Bom, vou retribuir o carinho de vocês. Obrigada, vocês são lindas!!

REGRAS PARA TER ESTE SELO:
- Nomear 15 blogs:
(Sei que são só 12, mas todos os outros já tinham feito o post deste selo. =/)- Avisar a pessoa que você nomeou: Vou avisar.

- Agradecer ao blog que te nomeou: (Já agradeci no começo do post.)

Adicionar o post ao blog: (O.K)

- Adicionar 7 coisas que você gosta:
1- Pão de Queijo
2- Frio
3- Matheus Henrique
4- Rafael Rodrigues
5- Escrever
6- Cantar
7- Perturbar


JRS




sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Minha culpa.

    A marca de batom ficou na xícara de café que ela deixou ao sair apressada depois de uma ligação. Eu tô aqui olhando a marca rosa clarinha antes que alguém retire a xícara dali. Já faz umas duas semanas que eu venho perseguindo ela. E ela nem se deu conta disso. 
    É tão imersa em seu mundo particular que é capaz de ignorar o fato de que vê uma pessoa desconhecida sorrir pra ela todos os dias. E eu fico esperando um sorriso de volta. Nem que seja aquele sorriso pra ser simpático. Ela não sorri, mas ela repara. E isso me dá ao menos uma fagulha de esperança. Se um dia ela conseguir se livrar do tormento de seu mundinho particular, talvez eu tenha alguma chance. Não que eu seja merecedor de alguma chance. Eu a amo e nem sei seu nome. 
    Sei que ela gosta de capuccino com torradas mas nem ao menos sei seu apelido. Sei que seu cabelo é louro-acobreado, brilhante demais no Sol, mas sou incapaz de lhe perguntar seu nome. 
As vezes eu acho que sou eu que tenho que me livrar do meu mundo particular… E de meus demônios particulares.