sábado, 29 de dezembro de 2012

Linha tênue.


Entre o bem e o mal a linha é tênue, meu bem
Entre o amor e o ódio a linha é tênue, também

"Não porque guardo rancor sobre algo, mas pq sei que ela é muito melhor que eu, em tudo."



Pra falar a verdade, eu sempre fui muito dramática, sempre fui de fazer tudo ao pé da letra. E ela não. Ela era como aquelas meninas que não tem nada de bom pra oferecer, mas que gracejam coisas aleatórias. Não que eu tenha algo de bom pra oferecer. De mim só saem palavras obscenas, manias chatas e versos despudorados. Mas pelo menos eu tenho metas, traço objetivos, mesmo que sejam meio descabidos. Mas ela não faz absolutamente nada. É um montinho de qualquer coisa jogado em algum canto, e tem sempre alguém que varre ela de um lado pra outro.
Eu nunca vi ela decidir nada na vida. Ela nunca quis o que eu queria. Mas ela sempre teve.
É incrível o tamanho da diferença e da semelhança entre nós. Não temos nada em comum. Nos odiamos de uma forma cordial. Mas sentimos pena uma da outra. Por que querendo ou não, ela era meu suporte e eu o dela.
Não que um dia pudéssemos ser amigas. Nos repreendemos bastante pra isso. Mas sinceramente, nunca podemos falar que fomos inimigas. É uma espécie de conjunto e ruptura rápida, um corte que sara rápido. O bastante pra você não sofrer. Como se fosse um suporte distante. Cada um no seu caminho. Somos amigas e inimigas. Estávamos no mesmo barco, mas cada um com seu próprio remo.


JRS

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Relação personagens 1) Melína

(Por ordem alfabética - Só que não.)

Melína Alte C.
- Primeira personagem que criei. Chata, manipuladora, sensível, desprovida de lágrimas, dedo podre pra escolher amores. Tem a simples história pacata da mocinha que se apaixona pelo idiota. E esse mesmo idiota estraga tudo. Mas com a diferença de que ele já estraga tudo desde o começo. E o começo começa no fim, o blá blá blá de sempre que ninguém aguenta mais escutar. Tem um coração bom, apesar de tudo.
- Conversa com si mesma toda hora, ri sozinha, cai mais do que o normal e desenha como forma de sustentar seu próprio nariz. Não sabe dirigir, já fez algumas aulas de teatro, por que sempre gostou, mas percebeu que não era sua vocação. Gosta de músicas estranhas, aprecia a letra delas e não tá nem ligando pro que os outros pensam. Tem sempre as unhas gigantescas pra acompanhar seu cabelo cacheado também gigante. Adotou uma cachorrinha que apelidou carinhosamente como Bu e usa um anel do humor que nunca muda. Pois seu humor nunca muda.
 - Acentuei seu nome porque conheci uma menina chamada "Melina" que era uma verdadeira filha da puta, e resolvi que minha Melína não seria como ela.
 - Sim, muitas coisas da Melína eu tirei de mim mesma. (confessei.)
 - Ela foi criada em 2008 ou 2009, não sei exatamente o ano. E cara, nem faço questão de lembrar com exatidão.
- Sua história já mudou umas 900 vezes. Seu final se altera entre Gabriel - Ninguém - Miguel
- Foi criada pra fazer alguém feliz, e esse alguém não era eu.




Próximo Post: Miguel



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Da série: Certas coisas.

Lista feita em 04/12/2009
Certas coisas que não nasci pra ser:
- agradável. (Eu até tento, mas na maioria das vezes as pessoas não gostam muito de mim.)
- Falsa. (Não dá. A ironia e o sarcasmo estão contidos em mim, e uma pessoa irônica e sarcástica simplesmente não consegue ser falsa pelo fato de que a gente tem que fazer uma piadinha.)
- Atriz (Até queria ter esse Dom, mas não dá.)
- Médica (Não dá.)
- A esposa ideal (HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA(...)HAHAHA)
- Séria (Não consigo.)
Certas coisas que não nasci para usar:
- Maquiagem (Pelo simples fato de que não consigo passar cinco minutos maquiada, sem fazer alguma besteira com a minha própria cara.)
- Salto alto (Eu não sou muito afim de me estabacar no chão e perder os dentes.)
- Vestido muito curto. (Ah, tá.)
- Drogas. (Se já sou assim normalmente, imagine drogada.)
- Pessoas. (Apesar de tentar as vezes, nunca dá certo.)

Certas coisas que não nasci pra ter:
- Dinheiro (Sei que é bom ter, mas sei que eu me tornaria tão chata se fosse rica que é melhor eu ser só classe média mesmo.)
- O amor de alguém. ("Oi? O que eu faço com isso, moço?")
- Unhas grandes (Esta é quase. Estou tentando parar com a mania de roê-las.)
- Um filho (Tipo, tadinho.)
- Um namorado (Mal cuido de mim.)
- Paciência (Quando Deus distribuiu, eu estava ocupada passando pela quinta vez na fila da chatice.)






A bela e a Fera. (prólogo)


Eu estava sentada na poltrona grande, agarrada a uma almofada felpuda, quase chorando. Mas nao tinha forças suficientes para chorar. Há uns 30 minutos atrás eu fui obrigada a ouvir meu pai negociar meu casamento com a pessoa mais desprezível dessa cidade.
Ele já estava interessado em mim há um tempo e sempre deixou isso bem claro. Eu disse a papai que sou nova demais e ele era o ser mais desprezível da face da Terra. Ele era mal, ele era egoísta, era inoportuno e me fazia tremer, sempre que sorria. Eu só tenho 16 anos. Ele deve estar nos seus 30 anos.
  Estávamos em um baile promovido pelo próprio Sr. U.; Todos dançavam alegremente com seus pares, eu havia sido obrigada a comparecer àquele baile. Eu não gostava nem um pouco do sr. U., tampouco gostaria que ele gostasse de mim. No meio de uma música ele me puxou para dançar, nem ao menos pediu a minha mão a dança, nem ao menos me cortejou, ele sabia que meu pai faria de tudo para que eu casasse com ele, meu pai faria de tudo para que eu saísse de sua casa. Ele queria esquecer de que um dia teve uma filha mulher, que nem ao menos podia cuidar de suas posses quando o mesmo viesse a falecer. Pra ele eu era fraca e incapaz, como todas as mulheres. E casando com o sr. U., eu poderia ao menos dar-lhe algum sustento, pois aquele desprezível homem era dono de quase tudo nesta cidade, se era rico ou milionário, não me importava, mas importava muito à meu pai.