domingo, 19 de agosto de 2012

Carta 1 - P.


Pedro,
     Eu ainda me lembro do dia que a gente se conheceu. Tá bom, é mentira, eu não me lembro. É que já faz muito tempo e eu tenho uma memória péssima. Mas eu me lembro de você, com todos os seus atrativos pessoais que te fazia ser tão cobiçado. Éramos tão amigos, tão próximos... O que houve? Você desistiu de uma maneira tão fácil, nem ao menos me disse nada. Foi embora da minha vida e nem deixou um número de telefone, qualquer coisa que eu pudesse me agarrar. Só vejo paredes, lisas, e isso é bem triste.
Não queria ter que dizer isso, mas eu te avisei. Umas milhares de vezes que você iria se machucar ficando com ela, que aliás, nós nos machucaríamos. E como sempre, eu tinha razão. Mas eu não esperava que você ficasse com raiva de mim. Na verdade, minto de novo. Eu fiz a sua raiva acontecer.
      Sei que ficou com raiva quando eu não me importei como deveria ter me importado. Eu também fiquei com ódio de mim, mas eu sempre fui assim, de não pensar nas coisas na hora, deixar pra depois, sou sempre atrasada, você devia saber...
Agora, o que eu faço? Fico satisfeita com a sua resposta de cinco palavras que manda de ano em ano? Fico feliz em saber que você ainda esta vivo em algum lugar desse Brasil, esperando que nada mais aconteça com você, se remoendo aí dentro, fingindo que nada está acontecendo, ou que nada aconteceu?
      Eu sempre amei você. Do jeito "Julia", sabe? Amar, ter medo, odiar, não saber... mas sempre te quis bem, por isso tudo aquilo, por isso a implicância, por isso o jeito que tudo aconteceu, sempre quis te ver com quem te merecia e você sabe quem te merece, não ficou com ela por culpa minha, que te apresentei a errada. Eu peço desculpas até hoje, mas já aconteceu. Acho que foi até melhor pra ela, né?
      Se você vai me responder, ou não, fica por sua conta. Só nunca esqueça, que eu nunca vou te esquecer. 



                            "Quando eu te disse acima que admiro muitas coisas em você, não menti. Eu adoro teu jeito irônico, teu jeito maluco, teu jeito cínico, teu jeito malvado, teu jeito "curta e grossa" e meias palavras, contando com bons entendedores. E talvez o erro tenha sido meu, por não entender algumas coisas, talvez as qualidades que falei agora, soem pra outros como defeitos e é o que mais admiro em mim, e eu me amo por ter isso em mim. Não que eu tenha aprendido com você, mas foi você que me fez enxergar o lado "positivo" disso. Eu ficava muito feliz quando entre nós rolava uma conversa que só terminava, quando um tinha que ir embora. Você pode perguntar a qualquer pessoa desse mundo, eu nunca falei mal de você, sempre te defendi. Briguei várias vezes com a Sophie, com a Raíssa, pela simples afeição que tenho por você. Você foi uma das primeiras pessoas que eu conheci aqui, uma das primeiras que eu amei, e eu sempre vou gostar muito de você. Ainda quero escutar seu nome por aí. Eu me importei muito com você, me importo até. Eu gosto muito de você e vou levar tudo de positivo que trouxe pra mim. É a velha frase: "Nunca se arrependa do que te fez rir um dia" e NUNCA vou me arrepender de tudo que vivi e fiz com você."

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Ass: Julia Siqueira