sexta-feira, 16 de março de 2012

Instrução

Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai gota a gota, do coração

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca

- Eu faço verso como quem morre.
(Manuel Bandeira)


Um dia, se ela vier e me pegar, sem mais nem menos, cobrindo a alma, sorrindo eufórica, eu deixo aqui cada verso que escrevi.
Pra ti; cada você que meu eu já conheceu, desde o mais morno ao mais ardente. E espero que consiga conciliar a raiva da dor, a paixão do amor.
O você; E o eu;
E nós;
Separe as partes de nós dois.
E junta a voz com o coração.
JRS

sexta-feira, 9 de março de 2012

Pideri

"Mas eu, Julieta, presa nesse pacto. Você o meu Romeu."

"A realidade é que não te amo com meus olhos, que descobrem em ti, mil falhas. Mas com meu coração, que ama o que eles desprezam. E que apesar do que vê. Adora se apaixonar."

"Eu não sou do tipo que fica com o coração partido. Não sou do tipo que fica triste e chora. Porque eu nunca deixo meu coração aberto, dizer adeus nunca me machuca. Relacionamentos não se tornam profundos pra mim, nunca entendi direito essa coisa de amor. E alguém pode dizer que me amou de verdade, mas nesse momento, não significa nada. Minha mente se foi, estou girando. E bem aqui dentro afogarei minhas lágrimas. Estou perdendo a cabeça, é assim que me sinto. Eu me afasto do amor. Mas não importa o que aconteça, você nunca vai me ver chorar."