sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

CAROLINEAR

Não é verbo. Não está no presente, nem no passado. Ou melhor, o passado é o melhor tempo para ela.
A noiva-sem-nome é aclamada por ser impessoal. Se liga a algo que não está exposto.
Carolinear não está no dicionário, mas a definição está, pra quem quiser ver. Carolinear é sempre, nunca saber do que se trata, é estar na lista de convidados por ser amiga da amiga da aniversariante. É ter sorte e perder. É ter medo e continuar no mesmo lugar. É só se mecher quando alguém se meche.
É ter que ter sempre um motivo convincente pra fazer algo, é ajudar pedindo em troca, é fingir ser a pessoa que também se finge ser uma outra pessoa, é estar no lugar certo, na hora errada, mas nunca estar certa em hora e local.
Carolinear é ser normal. É particularmente não fazer nada de extraordinário mas sempre estar com pessoas extraordinárias. É ter amizades estranhas, não conseguir fugir. Ter sempre o cabelo da mesma cor e do mesmo tamanho. Ser incoerente a ponto de ser preconceituosa e esconder isso. É rir quando não é engraçado, é errar e não tentar concertar, é ter certeza e mudar de ideia. É casar, descasar e casar de novo. É ter a melhor amiga com o mesmo nome pra não precisar decorar. É roubar o melhor e fazê-lo regredir.
Carolinear é desistir.

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Ass: Julia Siqueira