sábado, 29 de dezembro de 2012

Linha tênue.


Entre o bem e o mal a linha é tênue, meu bem
Entre o amor e o ódio a linha é tênue, também

"Não porque guardo rancor sobre algo, mas pq sei que ela é muito melhor que eu, em tudo."



Pra falar a verdade, eu sempre fui muito dramática, sempre fui de fazer tudo ao pé da letra. E ela não. Ela era como aquelas meninas que não tem nada de bom pra oferecer, mas que gracejam coisas aleatórias. Não que eu tenha algo de bom pra oferecer. De mim só saem palavras obscenas, manias chatas e versos despudorados. Mas pelo menos eu tenho metas, traço objetivos, mesmo que sejam meio descabidos. Mas ela não faz absolutamente nada. É um montinho de qualquer coisa jogado em algum canto, e tem sempre alguém que varre ela de um lado pra outro.
Eu nunca vi ela decidir nada na vida. Ela nunca quis o que eu queria. Mas ela sempre teve.
É incrível o tamanho da diferença e da semelhança entre nós. Não temos nada em comum. Nos odiamos de uma forma cordial. Mas sentimos pena uma da outra. Por que querendo ou não, ela era meu suporte e eu o dela.
Não que um dia pudéssemos ser amigas. Nos repreendemos bastante pra isso. Mas sinceramente, nunca podemos falar que fomos inimigas. É uma espécie de conjunto e ruptura rápida, um corte que sara rápido. O bastante pra você não sofrer. Como se fosse um suporte distante. Cada um no seu caminho. Somos amigas e inimigas. Estávamos no mesmo barco, mas cada um com seu próprio remo.


JRS

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Relação personagens 1) Melína

(Por ordem alfabética - Só que não.)

Melína Alte C.
- Primeira personagem que criei. Chata, manipuladora, sensível, desprovida de lágrimas, dedo podre pra escolher amores. Tem a simples história pacata da mocinha que se apaixona pelo idiota. E esse mesmo idiota estraga tudo. Mas com a diferença de que ele já estraga tudo desde o começo. E o começo começa no fim, o blá blá blá de sempre que ninguém aguenta mais escutar. Tem um coração bom, apesar de tudo.
- Conversa com si mesma toda hora, ri sozinha, cai mais do que o normal e desenha como forma de sustentar seu próprio nariz. Não sabe dirigir, já fez algumas aulas de teatro, por que sempre gostou, mas percebeu que não era sua vocação. Gosta de músicas estranhas, aprecia a letra delas e não tá nem ligando pro que os outros pensam. Tem sempre as unhas gigantescas pra acompanhar seu cabelo cacheado também gigante. Adotou uma cachorrinha que apelidou carinhosamente como Bu e usa um anel do humor que nunca muda. Pois seu humor nunca muda.
 - Acentuei seu nome porque conheci uma menina chamada "Melina" que era uma verdadeira filha da puta, e resolvi que minha Melína não seria como ela.
 - Sim, muitas coisas da Melína eu tirei de mim mesma. (confessei.)
 - Ela foi criada em 2008 ou 2009, não sei exatamente o ano. E cara, nem faço questão de lembrar com exatidão.
- Sua história já mudou umas 900 vezes. Seu final se altera entre Gabriel - Ninguém - Miguel
- Foi criada pra fazer alguém feliz, e esse alguém não era eu.




Próximo Post: Miguel



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Da série: Certas coisas.

Lista feita em 04/12/2009
Certas coisas que não nasci pra ser:
- agradável. (Eu até tento, mas na maioria das vezes as pessoas não gostam muito de mim.)
- Falsa. (Não dá. A ironia e o sarcasmo estão contidos em mim, e uma pessoa irônica e sarcástica simplesmente não consegue ser falsa pelo fato de que a gente tem que fazer uma piadinha.)
- Atriz (Até queria ter esse Dom, mas não dá.)
- Médica (Não dá.)
- A esposa ideal (HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA(...)HAHAHA)
- Séria (Não consigo.)
Certas coisas que não nasci para usar:
- Maquiagem (Pelo simples fato de que não consigo passar cinco minutos maquiada, sem fazer alguma besteira com a minha própria cara.)
- Salto alto (Eu não sou muito afim de me estabacar no chão e perder os dentes.)
- Vestido muito curto. (Ah, tá.)
- Drogas. (Se já sou assim normalmente, imagine drogada.)
- Pessoas. (Apesar de tentar as vezes, nunca dá certo.)

Certas coisas que não nasci pra ter:
- Dinheiro (Sei que é bom ter, mas sei que eu me tornaria tão chata se fosse rica que é melhor eu ser só classe média mesmo.)
- O amor de alguém. ("Oi? O que eu faço com isso, moço?")
- Unhas grandes (Esta é quase. Estou tentando parar com a mania de roê-las.)
- Um filho (Tipo, tadinho.)
- Um namorado (Mal cuido de mim.)
- Paciência (Quando Deus distribuiu, eu estava ocupada passando pela quinta vez na fila da chatice.)






A bela e a Fera. (prólogo)


Eu estava sentada na poltrona grande, agarrada a uma almofada felpuda, quase chorando. Mas nao tinha forças suficientes para chorar. Há uns 30 minutos atrás eu fui obrigada a ouvir meu pai negociar meu casamento com a pessoa mais desprezível dessa cidade.
Ele já estava interessado em mim há um tempo e sempre deixou isso bem claro. Eu disse a papai que sou nova demais e ele era o ser mais desprezível da face da Terra. Ele era mal, ele era egoísta, era inoportuno e me fazia tremer, sempre que sorria. Eu só tenho 16 anos. Ele deve estar nos seus 30 anos.
  Estávamos em um baile promovido pelo próprio Sr. U.; Todos dançavam alegremente com seus pares, eu havia sido obrigada a comparecer àquele baile. Eu não gostava nem um pouco do sr. U., tampouco gostaria que ele gostasse de mim. No meio de uma música ele me puxou para dançar, nem ao menos pediu a minha mão a dança, nem ao menos me cortejou, ele sabia que meu pai faria de tudo para que eu casasse com ele, meu pai faria de tudo para que eu saísse de sua casa. Ele queria esquecer de que um dia teve uma filha mulher, que nem ao menos podia cuidar de suas posses quando o mesmo viesse a falecer. Pra ele eu era fraca e incapaz, como todas as mulheres. E casando com o sr. U., eu poderia ao menos dar-lhe algum sustento, pois aquele desprezível homem era dono de quase tudo nesta cidade, se era rico ou milionário, não me importava, mas importava muito à meu pai.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Esperei o tempo falar por mim.

Talvez eu seja, só um novo amigo.
Talvez eu queira, te levar comigo.

Já é o fim da história. É bem de mim falar do fim no meio, do meio no fim e por fim, falar do começo. É bem de mim me contradizer.
Mas eu não tô falando de mim. Eu tô falando dela. 
Na verdade, tô falando de como ela virou tão essencial. Como se eu não pudesse mais viver, sabendo que nunca mais a veria.
Não era pra ser assim, quer dizer... fala sério, eu não tinha que sentir nada. 
Ele se esquece disso, as vezes.
Agora eu me pego pensando, em como eu vou fazer, como eu vou falar pra ela que eu TENHO que ir. 
Não que eu QUERO ir.

O que vai acontecer com a gente quando ela não se lembrar mais de mim? Por que ela não vai se lembrar...
E eu? Vou conseguir "viver" lembrando dela todos os dias, sabendo que ela não vai se lembrar de mim?

A questão por trás disso, talvez nem seja essa. A questão por trás disso é: Como vou fazer para deixar de amá-la? Isso é, se eu conseguir - ou ao menos tentar. - 

Pra bem longe daqui.
Onde nem o céu seja o limite.

-YURI


JRS



domingo, 23 de setembro de 2012

Carta 2 - R.

 Minha mãe sempre me falou de cartas que ela mandava aos amigos quando estava de férias. Que as enviava quando sentia saudades das primas de lá longe e era assim que se comunicavam. Mas todas as cartas de minha mãe eram endereçadas à pessoas que ela realmente gostava.
    Como posso escrever algo pra você?
Hipocrisia de minha parte dizer isso. Já que muitas coisas que escrevi e escrevo são destinadas a ti. E não orgulhosamente, vim dizer.
    Te conheci com 13 anos. Minha vida tão pequena, tão sensível e você já era todo grande, todo esperto, já sabia o que fazia e aonde poderia chegar. Você me manipulou por mais ou menos dois anos, não é? oito do oito do oito, não era a grande data? É a única da qual me lembro associando você. Antes eu era... tão feliz. Tão mentirosa. Tão astuta. Eu era menina. Me-ni-na. Daquelas que brincavam na rua com os meninos, não sabia o que era ser menina direito, eu era feliz. Daí, você associou minha vida a um livro americano de ilusões e me apunhalou pelas costas na primeira oportunidade que teve.
    Mas não te odeio. Muito pelo contrário. Só tenho a agradecer. Mas não vou gastar meus "obrigada" com você. Não mais.
    Eu não queria me estender muito, tudo o que eu tinha pra te falar, já ta falei, na cara a cara. Só queria que você soubesse que você N-Ã-O me decifrou. HAHA vai sonhando!
    Quem você achou que era pra dizer que: "Eu fui a única pessoa que te decifrou."? Cara, você nem ao menos chegou na metade do caminho. Você me iludiu, mas eu te iludi duas vezes mais. Da última vez que te encontrei, disse pra você não se sentir muito por fazer parte da construção do Gabriel. Já disse que você foi a quinta parte, a cereja do sundae, o ponto final.
     É, você foi o ponto.
     O ponto final.
     De "Fim"!

Cegueira


    Pois sim. Acho até estranho essas coisas de passado, presente e futuro. Há muito tempo, sei que não vejo mais as coisas com as via antes. Sei que "acordei" pra muitas coisas que nunca imaginaria e que deixei outras irem embora. Mas, certos assuntos são sempre levados em consideração e eu aprendi a lidar com eles da pior maneira possível, até porque mentiras são e serão sempre mentiras. Não importa o meu esforço para torná-las realidade. 
Eu passei um bom tempo de minha vida, acreditando em pessoas que não deveria acreditar, olhando só para um lado, que nem percebi o que acontecia ao meu redor. E hoje, anos depois, tudo veio à tona. E você se vê assim, lenta, estúpida, sempre na estrada errada.
  Mas... eu ri. Ri por dentro, por fora, por todos os lados. Pedi... Pedi obrigada a quase todos os "Deus" que eu conheço e fiquei chocada. Convenhamos.
  É sempre um privilégio e um alívio acertar as coisas quando se tem certeza de que vai errar. E quando você começa algo num passado distante, não se dá conta disso, se envolve erradamente e depois, por destino, sei lá, acorda e vê tudo o que construiu sem ao menos cogitar a possibilidade. 
Pois é, eu estava era muito cega mesmo.

JRS

domingo, 26 de agosto de 2012

Encontro

Fazia quase uma década que eles não se viam. Suas vidas haviam mudado completamente, tudo estava diferente. A vida os havia separado e quebrado o laço entre eles.
Ela já era famosa. Tudo o que sempre quis, ser reconhecida pelo o que mais gostava de fazer. Ele não ficava pra trás, era consideravelmente rico sem ninguém o abordar na rua.
Ela acabara de jantar em seu restaurante favorito, sozinha. Havia acabado de se levantar, o dinheiro da conta e a gorjeta do garçom já tinham sido pagos. Caminhou em direção a porta e sorriu ao porteiro. Ela viu bem de relance o manobrista trazer seu carro, pensou em abrir o guarda-chuva e sair debaixo do toldo verde, mas percebeu que o tinha esquecido em casa. Olhou novamente para seu carro e percebeu que o mesmo estava sendo roubado, dois homens em uma moto apontaram seus revólveres para a cabeça do manobrista e ele foi obrigado a sair. O carona pulou da moto e entrou no carro, saiu em disparada em companhia da moto
Ela mal teve tempo de pensar em se mexer, meia dúzia de seguranças saiam sei-lá-de-onde e entravam em carros pretos, que sumiam segundos depois. Ele não teve vontade de fazer mais nada a não ser descer os últimos três degraus que lhe separavam da chuva que de repente havia aumentado. Esperou ali mesmo por um táxi.
- Essas coisas só acontecem em dias de chuva. - reclamou.

Ele não podia acreditar. Era ela. Em carne e osso. As fotos dos jornais não a mostravam por inteiro. Ela não cresceu nada, continuava a mesma anã de sempre. Parada, na chuva, parecia estar mais vulnerável do que o normal.
O coração dele pedia pra chegar mais perto, só pra gravar cada detalhe dela. E com a chuva ficava impossível fazer isso de longe.
Ele fez o contorno para o restaurante e parou. Ele não podia deixar ela na chuva, do jeito que ela era pegaria um resfriado, ou uma pneumonia. Ao mesmo tempo, ele não queria que ela entrasse no carro, que ficasse tão perto dele.
Acelerou o carro e parou ao lado dela, viu seus olhos cintilarem em contraste com os faróis. Aqueles olhos... Abriu a janela do carona e falou:
- Entra.
Ela estava prestes a recusar gentilmente, a última coisa que ela queria era entrar no carro com um fã maluco. Abaixou-se para agradecer e quase caiu pra trás.
- Nã... não precisa. Eu vou pegar um táxi.
- Nessa chuva? Duvido muito - Ele tinha razão, é claro. Nenhum táxi  passaria ali, ou a veria. E além do mais, ela estava morrendo de vontade de entrar. E ela já tinha perdido a luta mesmo, logo quando ela percebeu o sorriso dele ao ouvi-la gaguejar.
Ele destrancou a porta e a abriu. Ela entrou e sem virar pra olhar pra ele, disse:
- Obrigada.
- Vou te levar pra casa. - Ele disse, dirigindo com uma só mão.
Ela o olhou de cima a baixo. Continuava lindo, talvez um pouco mais presunçoso. Tinha crescido, de todas as maneiras. Sua presença ali era maior que tudo.
- Como você está? - A pergunta certa era "Como tem passado?"
- Ótima. - respondeu ela.
- Que bom.
- E você?
- Bem.
- Fico feliz. - Ela disse, de modo vago.
- Muito bonito.
- O quê?
- O modo como você não se importa.
- Ah.
- Quem diria hein? Fa-mo-sa.
- E você? Até já sabe mandar piadinhas de mau gosto. - Ela disse de cara amarrada.

Dez anos haviam se passado. Mas ele não perdeu o jeito de irrita-la. Ela não conseguia NÃO se zangar. Os dois ainda brigavam como dois adolescentes e mesmo assim, quando estavam juntos, não paravam de sentir aquelas pequenas faíscas quando seus cotovelos se tocavam e aquelas mesmas borboletas no estômago.

domingo, 19 de agosto de 2012

Carta 1 - P.


Pedro,
     Eu ainda me lembro do dia que a gente se conheceu. Tá bom, é mentira, eu não me lembro. É que já faz muito tempo e eu tenho uma memória péssima. Mas eu me lembro de você, com todos os seus atrativos pessoais que te fazia ser tão cobiçado. Éramos tão amigos, tão próximos... O que houve? Você desistiu de uma maneira tão fácil, nem ao menos me disse nada. Foi embora da minha vida e nem deixou um número de telefone, qualquer coisa que eu pudesse me agarrar. Só vejo paredes, lisas, e isso é bem triste.
Não queria ter que dizer isso, mas eu te avisei. Umas milhares de vezes que você iria se machucar ficando com ela, que aliás, nós nos machucaríamos. E como sempre, eu tinha razão. Mas eu não esperava que você ficasse com raiva de mim. Na verdade, minto de novo. Eu fiz a sua raiva acontecer.
      Sei que ficou com raiva quando eu não me importei como deveria ter me importado. Eu também fiquei com ódio de mim, mas eu sempre fui assim, de não pensar nas coisas na hora, deixar pra depois, sou sempre atrasada, você devia saber...
Agora, o que eu faço? Fico satisfeita com a sua resposta de cinco palavras que manda de ano em ano? Fico feliz em saber que você ainda esta vivo em algum lugar desse Brasil, esperando que nada mais aconteça com você, se remoendo aí dentro, fingindo que nada está acontecendo, ou que nada aconteceu?
      Eu sempre amei você. Do jeito "Julia", sabe? Amar, ter medo, odiar, não saber... mas sempre te quis bem, por isso tudo aquilo, por isso a implicância, por isso o jeito que tudo aconteceu, sempre quis te ver com quem te merecia e você sabe quem te merece, não ficou com ela por culpa minha, que te apresentei a errada. Eu peço desculpas até hoje, mas já aconteceu. Acho que foi até melhor pra ela, né?
      Se você vai me responder, ou não, fica por sua conta. Só nunca esqueça, que eu nunca vou te esquecer. 



                            "Quando eu te disse acima que admiro muitas coisas em você, não menti. Eu adoro teu jeito irônico, teu jeito maluco, teu jeito cínico, teu jeito malvado, teu jeito "curta e grossa" e meias palavras, contando com bons entendedores. E talvez o erro tenha sido meu, por não entender algumas coisas, talvez as qualidades que falei agora, soem pra outros como defeitos e é o que mais admiro em mim, e eu me amo por ter isso em mim. Não que eu tenha aprendido com você, mas foi você que me fez enxergar o lado "positivo" disso. Eu ficava muito feliz quando entre nós rolava uma conversa que só terminava, quando um tinha que ir embora. Você pode perguntar a qualquer pessoa desse mundo, eu nunca falei mal de você, sempre te defendi. Briguei várias vezes com a Sophie, com a Raíssa, pela simples afeição que tenho por você. Você foi uma das primeiras pessoas que eu conheci aqui, uma das primeiras que eu amei, e eu sempre vou gostar muito de você. Ainda quero escutar seu nome por aí. Eu me importei muito com você, me importo até. Eu gosto muito de você e vou levar tudo de positivo que trouxe pra mim. É a velha frase: "Nunca se arrependa do que te fez rir um dia" e NUNCA vou me arrepender de tudo que vivi e fiz com você."

Café


Isso é tão a gente.
Ser pequeno e grande ao mesmo tempo.
Poder ser frio e quente.
Ser tudo e nada, mas sempre preferir outra coisa.
É como o café: Amargo ou doce.
Depende de quem toma.
Depende do dia.
Do clima.
Do gosto.
Do acompanhamento.

Café.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Sorrisos.

                                                            Sorria para a opinião alheia!

O.K. Você concordaria comigo se eu te dissesse que o quê mais irrita no mundo é aquela pessoa que não foi chamada, mas mesmo assim sempre está lá!
E não, eu não me importo com o que pensam de mim, aprendi que por mais que você seja super legal as pessoas ainda vão falar, ainda vão achar o defeito delas mesmas em você, só pra se sentirem um pouco melhor com elas mesmas. Mas cá entre nós, sou tudo o que tu não é. E TENHO O MAIOR ORGULHO DISSO. Obrigada a quem quer que tenha me ajudado a enxergar isso. Tudo que sei, tudo que faço, aprendi sozinha, é mérito meu, cala a tua boca antes de tentar ser melhor do que eu, porque tu não é, nunca vai ser, sempre vai precisar de ajuda. Não preciso ficar procurando nas pessoas que estão e são felizes a felicidade que me falta, a culpa é tua por ter sido abandonada assim!
Nunca, ninguém me avisou que eu tinha que descobrir a felicidade em mim mesma, eu descobri sozinha, então você não tem direito algum de me dizer o que sou, EU SEI O QUE EU SOU, NÃO SOU VOCÊ.
E dá próxima vez que tentar ferir alguém por terem ferido você, lembre-se que só você sairá machucada, a vida muda, o mundo gira, e tu colhe o que tu planta, mais dia menos dia teus poucos "amigos" vão deixar tua carcaça jogada ao relento e vão embora! Por que tu é assim, toda cheia de espinhos e não procura se consertar. Mas faz favor, fica aí com seus espinhos e me deixa em paz! Que da minha vida cuido eu, e com muito gosto!!

         Sou mais do que o seu olho pode ver, 
então não desonre o meu nome.
Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia se vier
Mas não desonre o meu nome.

JRS

domingo, 8 de julho de 2012

Lu

E que sou euTeu grande erroa lembrança de um velho amorUma confusão, que pensou sem pensarQue eu me apaixonaria por você e talvezVocê poderia arruinar minha vida... você!Una confusión - Lu

Pensa bem, antes de me querer
Não pense tanto nisso ou então vai me perder
Tua lástima me ofende, melhor deixar seu ódio
Que só se odeia o que foi amado
Que me recorde com a honra não como um sem coração
E se você perder eu ganho, e não perco mais tempo
Me deixou ir sem saber que podia ter sido eu
Que podia ter sido você
Sou tudo o que sempre sentirá saudade de ter conhecido
Quando descobrir que o único sabor amargo
Foi em teu doce... adeus.
Piensalo bién - Lu
Uma só intenção basta nesse momento
para poder saber
Se ainda nos sobra tempo, para estar no meio
do que vai acontecer
Comigo não há perigo, eu preciso de você
A distância não é
Motivo de esquecer, aqui estou com você
E para sempre eu estarei
Por Besarte - Lu


sexta-feira, 15 de junho de 2012

P-e-r-d-i-d-a

A garota caminhava, em seu costumeiro abraço contra o peito, a fim de que todos os seus sentimentos não transbordassem sem seu devido ajuste.
O garoto a seguia, já a seguia há bastante tempo, mais tempo do que ela merecia aliás. E a enxergava de outra forma, não só como a “garota fria” como todos a conheciam, ele sabia que aquele abraço contra o peito significava alguma coisa.
    Ele continuou o caminho com ela. Ela o olhou de lado e não fez nenhuma pergunta, não falou absolutamente nada, só parou abruptamente.
    — Tome. Você deixou cair. - Ele estendeu a mão para ela.
   — O quê é isso? - Ela perguntou, sem estender as mãos cruzadas em seu peito.
   — Você sabe o que é. É seu. 
   Ela o olhou novamente, agora no fundo dos olhos, procurando algo para se decepcionar, como sempre fazia quando alguém chegava perto demais.
   — Não posso pegar. - Ela finalmente balbuciou as palavras desencontradas.
   — Não há o porquê temer. É seu.
   — A muito tempo não posso ter isso em minhas mãos de novo. - Ela estendeu as mãos pra ele, e ele as olhou. As duas mãos eram perfeitas, com seus cinco dedos e unhas. Mas no centro da palma, um buraco pequeno fazia jus a sua estranheza.
   — Tens buracos nas mãos? - Ele perguntou, assustado.
Ela suspirou e respondeu quase em prantos: — Há muito tempo tentei pegar algo que não deveria ser meu, eu o amava tanto, tanto… mas ele era mau; Não me quis, mas não pôde me deixar, então me transformou nesse ser ser sentimentos, e me arrancou da palma das mãos, o que eu mais tinha de belo.
     Ela olhou pra mão dele. O garoto seguiu seu olhar e viu que o quê ele mesmo segurava, era o coração da menina, adormecido, quieto, quase que sem vida. Ao olhar a menina novamente, ela já não estava mais com os braços ao redor de seu peito, e sendo assim, pôde enxergar um outro buraco que escondia. Na altura de seu peito, ao lado esquerdo. 
    O garoto pôs-se a colocar o pequeno coração naquele buraco e num segundo ele criou vida novamente.
   — Obrigada. - Disse a garota. - Em tempo, você foi o único aqui com coragem e bondade o bastante para me ajudar e não temer à mim. 
   — Seja feliz, agora, que és inteira de novo. - O garoto disse.
E assim, os dois se sorriram. E tomaram rumos diferentes…

é bom ver você de novo.



s-i-o-d

Não adianta nada pensarem que com todo o desenvolvimento dessa tragédia, eu ficaria mal. Vou contar pra vocês, o que já havia contado antes. Eu não sou de sofrer, mesmo.
Então, Gabriel pode se casar, quantas vezes ele quiser, mas eu me nego a sentir qualquer coisa em relação a isso. E o pior de estar falando que eu vou me negar a sentir, é saber que eu nem preciso chegar a tanto.
Eu levantei da cama, querendo me lembrar como eu tinha conseguido dormir na noite anterior, aí eu me lembrei que nada atrapalha o meu soninho e fiquei bem. Fui tomar banho e colocar uma roupa confortável, eu dormi de calça jeans e minhas pernas estavam se sentindo mal.
Desci pra comer alguma coisa e falar “bom dia” pra minha mãe, mas não encontrei ninguém. Provavelmente, a essa hora, todo mundo devia estar trabalhando. Então, eu fiquei sozinha com meus pensamentos e com a Melzinha, que não parava de falar. Eu não a escutei, mas tinha de admitir que aquela garota tem uma mente perversa.
    - Uma mente dentro de uma mente. - Pensei. - Que estranho.
Quando me dei por conta de que estava falando sozinha e que provavelmente isso se dava ao fato de que eu estava ficando maluca, resolvi fazer algo que presta, e que me acalma. Desenhar.
Não consegui desenhar nada. A minha inspiração não chegou. Não consigo desenhar com meus pensamentos desordenados desse jeito. - e com o coração despedaçado também. - Alguém dentro de minha mente acrescentou.
Eu ri.
Entenda, quando desenho algo realmente lindo, é de se suspeitar que tive um ponto de inspiração. Talvez alguma situação que me fez desenhar aquilo, algum pensamento que me veio a mente, um Dejávù. Qualquer coisa que me prendesse a atenção por mais de cinco segundos. Mas nada me prendia a atenção, minha mente não sossegava, eu estava as cegas e isso era ruim, era desse jeito que eu me desprendia de meus vínculos e as memórias de meu passado me perseguiam.
Meu celular começou a tocar. Suspirei.
    - Alô.
    - Melína? - Gabriel disse, meio rouco.
    - Quê é?
    - Tá em casa?
    - Aham.
    - Eu queria te pedir um favor.
    - Que favor?
    - Queria que você desenhasse um vestido pra mim.
Parei. Essa era a coisa mais estranha que o Gabriel já falou desde que eu o conheço. E olha que eu conheço ele há muito tempo e ele já falou coisas bem estranhas.
    - Você virou gay? - Eu meio que sussurrei.
Ele demorou um pouco pra responder e quando finalmente o fez:
    - Não um vestido pra mim Melína, um vestido de noiva, pra minha noiva.
Nota número 1: Eu preferia mil vezes que ele tivesse virado gay.
Nota número 2: Era assim que ele pretendia me contar sobre o casamento?
Sabe, eu não demorei nem dois segundos pra responder ele. Eu não sei se vocês já perceberam isso, mas em nossa mente não existe tempo. Você demora dois segundos na vida real, mas na sua mente, analisa minuciosamente todos os detalhes. Assim como na vida real, pode-se demorar anos, mas na sua mente, só durou dois segundos. Nesses dois segundos que eu demorei pra respondê-lo, eu pensei: Quê diabos essa mulher queria comigo? Ela não gosta de mim. Eu não gosto dela. Eu tenho certeza que ela preferiria casar vestida de vaqueira do que com algo que eu criei... então, o quê será que tá acontecendo aqui?
Eu me conheço bem o bastante pra saber o que eu respondi.
- Tá, eu faço. Mas eu tenho que conversar com ela. Ela que decide como ela vai querer.

sábado, 2 de junho de 2012

"La piel que habito."

"Esquecer..." Ele disse. Como seu eu pudesse. Não sou como ele, não vou me esquecer, não sou feita de ilusões, sei o que sinto, sinto o que sei. Não dá pra negar mais nada.
Como vou esquecer, só queria poder esquecer, mas não posso... E como vou negar agora? Quando todos já haviam visto, já sabiam de tudo, já sabiam o que eu sentia e o que eu queria, como vou negar algo que não pode ser negado, se a verdade pudesse ser vista concretamente, seria assim, meu Deus, como vou esquecer? Como vou negar? 

E ele se esqueceu do mais importante também, eu nem estou mais pedindo por mim, será que ele volta? Ele tem que voltar, mas uma vez... eu não estou pedindo por mim, nós dois sabemos que há uma pessoa mais importante do que nossas próprias vidas aqui... Ele não abriu a porta, eu ainda continuo esperando e ela também... ele se esqueceu?


Ele não esqueceu... como ele poderia? Depois de prometer amá-la pra sempre. A verdade é que, ele não vai mais voltar. E nós? Nós sentiremos saudades e seremos sempre dele.




JRS


sábado, 28 de abril de 2012

Coleciona(dores).

- Coletânea de tudo o que escrevi durante meu afastamento. -
Sei que você me entendeu
Sei também que não vai se importar
Se meu mundo caiu
Eu que aprenda a levantar

Maysa

Passado
Passa a dor.


Você acredita no depois? Prefiro o agora.
Eu não me curvo tão fácil assim.
Rio, 23/04/2005
Para Julia.
    Feliz aniversário, hoje você completa uma década de vida, muitas vezes eu brigo com você, chamo sua atenção, mas tudo é com uma única intenção: que você seja alguém muito especial, muito feliz.
    Não liga, por que você é uma filha do jeitinho que eu sempre achei que seria. A “perfeição” não existe, o que é bom, é que vamo em busca dela todos os dias.
    Espero que “Poliana” lhe encha de esperanças, do mesmo jeito que fiquei quando li e a partir de hoje o “jogo do contente” faça parte de sua vida. 
      Seja sempre feliz! 
Beijos da mãe mais feliz do mundo.
Foi na roça, perdeu a carroça.
É legal perder e fingir se importar.

Como se em qualquer dia da minha vida, eu não me lembrasse de você. E do seu sorriso encantador, e do quão marcante você foi em minha vida. Como se eu pudesse te esquecer assim tão fácil. Como se você não fosse a pessoa mais perfeita desse mundo. Heath, como se você não estivesse sempre por aqui. Como se eu não te amasse. Como se…

"A garota caminhava, em seu costumeiro abraço contra o peito, a fim de que todos os seus sentimentos não transbordassem sem seu devido ajuste.
O garoto a seguia, já a seguia há bastante tempo, mais tempo do que ela merecia aliás. E a enxergava de outra forma, não só como a “garota fria” como todos a conheciam, ele sabia que aquele abraço contra o peito significava alguma coisa.
    Ele continuou o caminho com ela. Ela o olhou de lado e não fez nenhuma pergunta, não falou absolutamente nada, só parou abruptamente.
    — Tome. Você deixou cair. - Ele estendeu a mão para ela.
   — O quê é isso? - Ela perguntou, sem estender as mãos cruzadas em seu peito.
   — Você sabe o que é. É seu. 
   Ela o olhou novamente, agora no fundo dos olhos, procurando algo para se decepcionar, como sempre fazia quando alguém chegava perto demais.
   — Não posso pegar. - Ela finalmente balbuciou as palavras desencontradas.
   — Não há o porquê temer. É seu.
   — A muito tempo não posso ter isso em minhas mãos de novo. - Ela estendeu as mãos pra ele, e ele as olhou. As duas mãos eram perfeitas, com seus cinco dedos e unhas. Mas no centro da palma, um buraco pequeno fazia jus a sua estranheza.
   — Tens buracos nas mãos? - Ele perguntou, assustado.
Ela suspirou e respondeu quase em prantos: — Há muito tempo tentei pegar algo que não deveria ser meu, eu o amava tanto, tanto… mas ele era mau; Não me quis, mas não pôde me deixar, então me transformou nesse ser ser sentimentos, e me arrancou da palma das mãos, o que eu mais tinha de belo.
     Ela olhou pra mão dele. O garoto seguiu seu olhar e viu que o quê ele mesmo segurava, era o coração da menina, adormecido, quieto, quase que sem vida. Ao olhar a menina novamente, ela já não estava mais com os braços ao redor de seu peito, e sendo assim, pôde enxergar um outro buraco que escondia. Na altura de seu peito, ao lado esquerdo. 
    O garoto pôs-se a colocar o pequeno coração naquele buraco e num segundo ele criou vida novamente.
   — Obrigada. - Disse a garota. - Em tempo, você foi o único aqui com coragem e bondade o bastante para me ajudar e não temer à mim. 
   — Seja feliz, agora, que és inteira de novo. - O garoto disse.
E assim, os dois se sorriram. E tomaram rumos diferentes…"

LIFE'S SUCK, THEN YOU DIE

Nunca disse que seria fácil.

Nada no mundo pode mudar o tamanho do meu desejo por um hamburguer com bacon e batatas fritas!

Deixa eu mimar você, adorar você...

Shakespeare


Eu aprendi…
…que ignorar os fatos não os altera;
Eu aprendi…
…que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;
Eu aprendi…
…que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;
Eu aprendi…
…que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;
Eu aprendi…
…que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;
Eu aprendi…
…que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.
Eu aprendi…
…que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;
Eu aprendi…
…que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;
Eu aprendi…
…que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;
Eu aprendi…
…que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
(Boa noite , Amor.)
William Shakespeare

Você diz que ama a chuva,
mas você abre seu guarda-chuva quando está chovendo.
Você diz que ama o Sol,
mas você procura pela sombra quando o Sol sai.
Você diz que ama o vento,
mas você fecha as janelas quando o vento sopra.
Por isso que eu tenho medo, você diz que me ama também.
William Shakespeare

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
William Shakespeare (Sonhos de uma noite de verão - Soneto 17)

sábado, 7 de abril de 2012

Sr. Darcy & Srta. Bennet


Fim.

Todo escritor chega ao fim
No meu caso, não teve nem começo
As palavras saiam de mim
Mas não era eu, nunca foi.
Minha história favorita nunca teve fim.
Talvez porque também nunca tenha tinha um meio.
Talvez porque tenha sido começo
e mais nada
A partir daí só ilusão e criação.
Criação do nada.
Da ideia de criar alguma coisa.

Todo escritor chega ao fim
O caso do meu fim, o começo é o réu
Meu começo foi meu fim
Minha vida foi meu fim

No meu caso, meu fim foi meu começo
E a partir daí
Só houve fim

Ao meu amor que me desculpe
Mas só houve fim.

JRS

sexta-feira, 16 de março de 2012

Instrução

Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai gota a gota, do coração

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca

- Eu faço verso como quem morre.
(Manuel Bandeira)


Um dia, se ela vier e me pegar, sem mais nem menos, cobrindo a alma, sorrindo eufórica, eu deixo aqui cada verso que escrevi.
Pra ti; cada você que meu eu já conheceu, desde o mais morno ao mais ardente. E espero que consiga conciliar a raiva da dor, a paixão do amor.
O você; E o eu;
E nós;
Separe as partes de nós dois.
E junta a voz com o coração.
JRS

sexta-feira, 9 de março de 2012

Pideri

"Mas eu, Julieta, presa nesse pacto. Você o meu Romeu."

"A realidade é que não te amo com meus olhos, que descobrem em ti, mil falhas. Mas com meu coração, que ama o que eles desprezam. E que apesar do que vê. Adora se apaixonar."

"Eu não sou do tipo que fica com o coração partido. Não sou do tipo que fica triste e chora. Porque eu nunca deixo meu coração aberto, dizer adeus nunca me machuca. Relacionamentos não se tornam profundos pra mim, nunca entendi direito essa coisa de amor. E alguém pode dizer que me amou de verdade, mas nesse momento, não significa nada. Minha mente se foi, estou girando. E bem aqui dentro afogarei minhas lágrimas. Estou perdendo a cabeça, é assim que me sinto. Eu me afasto do amor. Mas não importa o que aconteça, você nunca vai me ver chorar."


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Era tarde da noite, e o bebê chorou.

- Nelly, você está sozinha?

- Estou, sim – Respondi.
Ela entrou e aproximou-se da lareira. Supondo que fosse dizer algo, levantei a cabeça para olhá-la. A sua expressão era de preucupação e ansiedade. Tinha os lábios semi-abertos, como se fosse dizer alguma coisa, mas limitou-se a suspirar. Recomecei a cantar, pois não esquecera ainda o recente comportamento.
- Onde está Heathcliff? – Perguntou, interrompendo-me.
- Trabalhando na cavalariça. – Repliquei.
Ele não me contradisse; talvez tivesse adormecdo. Seguiu-se outra longa pausa, durante a qual vi uma ou duas lágrimas escorrerem pelas faces de Catherine. “Será que está arrependida da sua vergonhosa conduta?”, pensei. “Isso seria novidade; mas não vou ajudá-la, ela que se arranja!” Enganava-me: ela não se preucupava senão com os seus próprios problemas.
- Oh, meu Deus! – Exclamou, finalmente. – Sinto-me tão infeliz!
- Que pena! – Observei. – Mas você é mesmo difícil de contentar: tem tantos amigos e poucas preocupações, e nem assim se sente satisfeita.
- Nelly, será que você é capaz de guardar um segredo? – continuou ela, ajoelhando-se ao meu lado e erguendo para mim os seus belos olhos, que tinham a propriedade de acabar com qualquer ressentimento, mesmo que fosse absolutamente legítimo.
- É um segredo que vale a pena guardar? – Perguntei, com voz menos seca.
- É, e está me preocupando, preciso desabafar! Quero saber o que devo fazer. O caso é o seguinte: Edgar Linton pediu-me hoje em casamento, e eu lhe dei uma resposta. Agora, antes que eu lhe diga se a resposta foi afirmativa ou negativa, diga-me qual deveria ter sido.
- Ora, Srta. Catherine, como é que eu posso saber? – retruquei. – Para dizer a verdade, depois da cena que fez na presença dele, esta tarde, acho que seria acertado recusar-lhe a proposta; se ele a pediu em casamento depois daquilo, deve ser ou completamente estúpido ou insensato.
- Se você falar assim não lhe conto mais nada. – replicou ela em tom caprichoso, pondo-se de pé. – Respondi que sim, Nelly. Agora, diga depressa se eu errei!
- Você já lhe respondeu que sim? Então, pra que discutir o assunto? Você já deu sua palavra, não pode mais voltar atrás.
- Mas diga se eu fiz bem… Diga! – Exclamou ela, já irritada, esfregando as mãos e franzindo a testa.
- Há muitas coisas a considerar antes de se poder responder a essa pergunta – respondi. – Antes de mais nada, você ama o Sr. Edgar?
- Como poderia deixar de amar? Claro que amo – Respondeu.
Resolvi passá-la, então, por uma espécie de interrogatório, o que, para uma moça de vinte e dois anos, não deixava de ser razoável.
- Por que é que o ama, Srta. Cathy?
- Ora, porque sim… e isso basta.
- Absolutamente; você precisa dizer por quê.
- Bem, porque ele é belo e uma companhia muito agradável.
- Mau! – exclamei.
- E porque ele é jovem e alegre.
- Mau, outra vez.
- E porque ele me ama.
- Isso não interessa.
- E porque ele vai ser rico, e eu serei a mulher mais importante destas bandas e sentirei orgulho em tê-lo por marido.
- Pior ainda. Agora, diga-me, de que maneira você o ama?
- Como todo o mundo… oh, você parece boba, Nelly.
- Não sou não. Responda.
- Bem, amo o chão que ele pisa e o ar que o rodeia e tudo quanto ele toca e tudo o que ele diz. Gosta da figura dele e de todas as suas ações; gosto dele todo. Pronto!
- E por quê?
- Não, você está coçoando de mim, e isso é de muito mau gosto. Para mim não é brincadeira! – exclamou a jovem, franzindo o sobrolho e voltando o rosto para o fogo.
- Não estou caçoando Srta. Catherine. – repliquei. – Você ama o Sr. Edgar porque ele é belo, jovem, alegre, rico e a ama. Essa última razão não interessa: você o amaria mesmo que ele não a amasse. Acho eu; mas não o amaria se ele não possuísse as outras quatro atrações.
- Não, claro que não; apenas teria dó dele… ou o detestaria, se ele fosse feio e pateta.
- Mas há muitos outros jovens belos e ricos no mundo; até mais belos e mais ricos do que ele. Por que você não haveria de amá-los?

(…)

- Aqui! e aqui! – respondeu Catherine, batendo com uma mão na testa e a outra no peito. – Onde quer que a alma resida. No fundo da minha alma e do meu coração, estou convencida de estar errada!
- Isso é muito estranho! Não entendo!
- É esse o meu segredo. Mas, se você não caçoar de mim, eu lhe explicarei. Não posso fazê-lo muito bem. Apenas vou dar-lhe uma ideia do que eu sinto.
Sentou-se novamente a meu lado. O seu rosto tornou-se mais triste e mais grave ainda, e as suas mãos tremiam.
- Nelly, você nunca tem sonhos esquisitos? – perguntou de repente, após alguns minutos de reflexão.
- Tenho, de vez em quando. – repondi.
- Eu também. Já tive sonhos que nunca consegui esquecer e que mudaram a minha mandeira de pensar: alteraram a cor da minha mente, assim como o vinho altera a cor da água. Vou lhe contar um desses sonhos… mas tenha cuidado de não rir.
- Oh, por favor, Srta. Catherine! – exclamei. – Para que conjurar fantasmas e visões? Vamos, seja alegre como costuma ser. Olhe para o pequenino Hareton! Ele não está sonhando sonhos esquisitos. Veja como ele sorri docemente!
- Sim, e com o pai dele pragueja! Entretanto, você deve se lembrar dele mais ou menos assim: quase tão pequeno e tão inocente. De qualquer mandeira Nelly, vou abrigá-la a escutar o meu sonho. Não é comprido, e eu não posso estar alegre esta noite.
- Não quero ouvir, não quero ouvir! – repeti.
Eu era supersticiosa a respeito de sonhos, e ainda sou. Catherine tinha, naquela noite, um aspecto sombrio e nada comum, que me fazia temer e profetizar algo terrível. Ficou irritada comigo, mas não insistiu. Aparentemente mudando de assunto, continuou:
- Se eu estivesse no céu, Nelly, sentir-me-ia muito mal.
- É porque você não o merece. – respondi. – Todos os pecadores se sentiriam mal no céu.
- Mas não é por isso. Uma vez sonhei que estava lá.
Ela riu e segurou-me, pois fiz menção de me levantar,
- Não é nada – disse ela. – Só lhe ia contar que para mim não parecia o céu e que eu chorava desesperadamente, querendo voltar para a terra. Os anjos ficavam tão zangados comigo, que me jogaram bem em cima do Morro dos Ventos Uivantes, onde eu acordei soluçando de alegria. Isso me servirá para explicar o meu segredo. Não tenho mais razão para casar com Edgar Linton do que para estar no céu e, se esse homem perverso que é o meu irmão não tivesse feito Heathcliff descer tanto, eu nem teria pensado nisso. Por isso ele nunca há de saber o quanto o amo: e não porque ele seja belo, Nelly, mas por ele ser mais do que eu própria. Não sei de que são feitas as nossas almas, mas elas são iguais. (…)
- Qual seria o sentido de eu ter sido criada, se estivesse contida apenas em mim mesma? Os grandes desgostos que tive foram os desgostos de Heathcliff, e eu senti cada um deles desde o início: o que me faz viver é ele. Se tudo o mais acabasse e ele permanecesse, eu continuaria a existir; e, se tudo o mais permanecesse e ele fosse aniquilado, eu não me sentiria mais parte do universo.

Catherine, afirmando pela primeira e última vez que ama Heathcliff –uma pena, ele ter escutado.- (O Morro Dos Ventos Uivantes.)


“Esses não tem medo de nada. Juntos seriam capazes de desafiar Satã e todas as suas legiões de demônios.”

JRS



terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Dear D.

Primeiramente, esse post é completamente inútil. Eu demorei meia hora pra fazer esse "Dear D" aí em cima e eu nem ao menos sei pra quê. Mas tá tudo certo, decidi que sempre quando aparecer esse "Dear D" em algum post, BOOOOM, sou eu atualizando meus próprios dados. (Eu achei isso num diário, de quando eu tinha 11 anos. Estou me copiando.)
1) Nome: Eu acho que sempre vai ser Julia, né?!
2) Idade: Dezesseis. Mentalidade: Dois anos e meio.
3) Apelidos: Ju, Jubs e chata.
4) Data de nascimento: 23/04
5) Cor preferida: Gosto de todas, mas em particular a verde.
6) Música preferida: Várias.
7) Cantor(a) preferido: Priscilla Leone (Pitty)
8) Ator/Atriz preferido: Heath Ledger e Julia Stiles.
9) Filme preferido: A cada semana mais um entra na lista.
10) O quê você quer fazer da vida: Me formar em psicologia e ter tempo - e paciência! - para escrever digamos que o quê eu quiser.
11) Pessoas odiáveis: Não odeio ninguém.
12) Pessoas amáveis: Muitas pessoas...
13) Manias: Comer batata-palha em todas as refeições. Lavar a louça com os dedos dos pés virados. Morder por dentro das bochechas. Esquecer de pôr meu celular pra carregar. Sempre ter que mudar meu cabelo. Trocar de canal e não parar em nenhum. Pintar as unhas e tirar o esmalte cinco segundos depois. Comer frango com pão. Dormir sempre coberta.
13) Coisas difíceis de fazer: Aprender matemática sem ter de me esforçar bastante.
14) Coisas fáceis de fazer: Macarrão e escrever.
15) O quê você é mas não gosta de ser: Boba.
16) O que você não é mas gostaria de ser: Compreensiva.
17) Coisas que te deixam feliz: Meus irmãos, minhas músicas, meus textos, Matheus Henrique, Meus amigos, comida boa, meu tumblr, meu blog, minhas unhas quando estão grandes.
18) Coisas que te deixam triste: Brigar com quem eu gosto.
19) Palavra favorita em português: Tulipa.
20) Palavra favorita em inglês: knees.
21) Palavra favorita em francês: Moue.
22) Coisa que mais gosta em si mesma: Fingir bem demais.
23) Coisa que mais odeia em si mesma: Não saber levar na brincadeira.
Uma frase: "Querer e Poder são duas coisas completamente diferentes."


JRS

domingo, 19 de fevereiro de 2012

João e o pé de feijão.

Sempre posto textos a ver com meus personagens, com músicas, temas já conhecidos por mim ou qualquer outra coisa desse tipo. Mas hoje será diferente.
Há uns bons 16 dias não posto nada aqui. E não é por falta de tempo. É somente porque não escrevi nada que é merecedor de estar aqui, nesse blog, que por tantas coisas já passou e continua de pé.
Ontem, dia dezoito de fevereiro, recebi um comentário de uma pessoa muito simpática - e que adorei - e pensei. Achei o que estava procurando, o "merecedor" de um post.
O que eu sempre sonhei, é que em algum dia, alguém achasse esse blog e gostasse tanto dele assim como eu gosto, não sei se é o caso, mas já é pra me fazer bem feliz.
Então, João, obrigada por achar meu blog sem querer e obrigada por ler o que escrevo e obrigada por comentar e me deixar feliz. Você alegrou meu dia, trouxe as cores nesse domingo meio cinza.
E é bom assim não é? Quando é pelo destino. Quando não se sabe o nome, nem a idade, o que faz da vida, o porquê de ter chego aqui. Eu gosto assim, do inusitado.
E é verdade, o mundo não acabou no dia 17 de julho de 2011, mas eu continuei dançando, e continuo até hoje, de um jeito estranho, do meu jeito. Mas é assim que tem que ser.
E pra você, tudo o que eu aprendi a desejar sinceramente pra todas as pessoas que eu acho que merecem e que conseguem isso: Seja feliz.

"O mundo acaba hoje, eu estarei dançando..."
JRS