sábado, 29 de outubro de 2011

A história da desilusão.

 

               NÃO CHORE, MELÍNA.

A marca desta lágrima testemunha que o amei perdidamente
Em suas mãos depositei a minha vida, e me entreguei completamente.
Assinei com minhas lágrimas cada verso que lhe dei
Como se fossem confetes de um carnaval que não brinquei.
Mas a cabeça apaixonada delirou
Foi farsante, vigarista, mascarada
Foi amante, entregando-lhe outra amada
Foi covarde que, amando, nunca amou.

A marca de uma lágrima (Pedro Bandeira.)

É realmente impressionante o fato de que se você acha que o universo conspira contra você, ele realmente – devido a seus próprios pensamentos – vai conspirar. E por mais que você seja inteligente o bastante, engraçada o bastante, intelectual o bastante, nada é tão bastante, para que você possa ficar imune a esses casos. É sempre comum chorar sem ao menos saber o porquê chora. Talvez pelo simples prazer de chorar. Porém, mesmo o universo sabendo disso, ainda existem ignorantes o bastante que gostam de sofrer e parece que é só por diversão.

Eu não sou uma garota fácil de entender, esse caso de chorar que eu contei acima, nunca aconteceu comigo, chorar pra mim é uma perda de tempo que consome muita energia. Leio em livros, vejo em filmes, aquelas milhares de pessoas loucas que no começo do livro eram tão inteligentes e influenciadoras e no final do livro, são tão sensíveis que me dão ódio por ter que ficar perdendo meu tempo lendo aquilo, elas choram como se fosse uma coisa normal, como se tivessem se entupido de beber água e agora que não tem mais lugar, a água vaza pelos olhos.

Eu não tenho esse gênio por qualquer coisa, na verdade o herdei de meu avô. Ele era o homem mais forte que eu já conheci. Nunca vi aquele homem chorar na minha vida, e quando ele morreu, acho que passou todo o seu gênio para mim.

Minha família tem dinheiro – muito por sinal. – apesar de tudo, eu nunca liguei realmente pra isso tudo. Mesmo sabendo que um dia, tudo aquilo seria meu. Eu, Melína Alte, futura herdeira da empresa de meu pai, estou aqui pra contar a história da desilusão.

Ou se você achar melhor, a história da privação altruísta. Tive de me quebrar em pedacinhos, para poder fazer quem eu amava, feliz.

              Julia S!

Um comentário:

  1. Porque não tem a reação "foda" ali em cima? Seria a única cabível ao texto.

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Obrigada por reservar uns minutinhos para ler meu blog. Fico agradecida! =) E obrigada por comentar!!
Ass: Julia Siqueira