domingo, 28 de agosto de 2011

Coisas de Melína.

"Não há dois escritores que abordem um tema da mesma maneira. Todos temos inspirações e motivações distintas, temos nossas razões para manter alguns personagens por perto, enquanto outros desaparecem num amontoado de arquivos abandonados. Pessoalmente, nunca entendi por que alguns dos meus personagens adquirem vida própria com tanta intensidade, mas sempre fico feliz quando isso acontece. Esses personagens são os que requerem menos esforço para serem escritos, e por isso suas histórias, normalmente, são as que vão adiante." - Stephenie Meyer

Coisas de Melína

Acho que esse flog me trás lembranças demais, acho que estando aqui eu sinto coisas que a muito tempo afundei no meu coração. Não tô conseguindo escrever nada sobre a Melína no meu blog-que-faz-algum-sentido e sinto que nesse amontoado de sentimentos vazios eu chego mais perto dela, por que afinal, muito da Melína está por aqui, quase tudo o que Melína foi, se dá Spring. Me sinto mais segura pra escrever sobre ela aqui, ninguém irá ler, ninguém se lembra desse blog, nem mesmo eu. E espero que ela fique satisfeita, de ter se libertado assim tão remotamente, pelo menos está livre não é?
Acabei de ler o blog do Teen, que foi muito dificil de achar poxa, o nome nem era "teen" e li o texto que ele fala da Spring. Bom, há muita coisa errada ali. Quando ele fala que "nós dois somos os únicos com essa mente" eu acho que deveria ser "eu ainda vou foder teu coração" ou então um "acorda pra vida caralho, eu tô mentindo veemente." Mas fazer o que, não era muito boa em acertar palpites naquela época. Outra parte que achei equivocada foi "E escrevemos um livro" na moral, vai se foder. EU ESCREVI ESSA PORRA. E VOCE MORRE NELE DESGRAÇADO. Mas achei melhor não comentar nada.
Bom, Melína é uma pessoa muito segura de si, apesar de não ter certeza de nada. Ela luta, ela corre atrás, mas ela acha que não merece. Porque? Gabriel é ruim. É uma pessoa má. Era ELE quem não a merecia. E não me venha falar que eu jogo toda a culpa no Gabriel e que não deveria, foda-se, eu que mando nessa porra e eu coloco a culpa em quem eu quiser. E Gabriel, por mim, tu é culpado até pelo aquecimento global. Eu queria seriamente que voce fosse pra aquele cantinho, se enroscasse e morresse ali. Seria uma visão legal. Mas só não falo isso porque não quero ter que encontrar com voce no inferno. Ah, manda um oi pro capeta por mim.
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Sabe, as vezes agente tem que aprender a ser ruim com as pessoas por uma causa boa. Eu sei disso porque é exatamente o que eu tenho que fazer agora, mas Deus, só eu sei como é difícil.
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É difícil esperar por algo que você sabe que nunca poderia acontecer, mas é mais difícil deixar ir...
De todas as vezes que eu jurava ser. Não era.
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"Então, eu me peguei imaginando como seria te ter do meu lado, como seria se você gostasse de mim. Aí eu descobri que não importa porra nenhuma. Só você e eu, juntos. E fiquei com um sorriso bobo na cara, pensando em que louco seria você deitado na minha cama. Em como seria fácil lidar com isso dessa vez. E eu realmente pensei que dessa vez iria dar certo, que eu não iria estragar tudo. Então eu sorri, parei e pensei: "Amanhã eu conto pra ele." E o amanhã nunca aconteceu, nunca."
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Ela não foi criada. Só foi escrita. Ela já existia na minha mente, só não queria aparecer. Esperava o momento certo. Não sei desconstrui-la, muito menos sei quando e como a consegui. E essa é Melína. Um amontoado de Melínas-Springs-Julias, vivendo em concordância verbal. Um sério problema mental que consome meu passado. Essa é Melína, uma verossímilhança lançada no ar.

Um comentário:

  1. Uau. Eu adorei isso. Sincero, profundo, engraçadinho ("E Gabriel, por mim, tu é culpado até pelo aquecimento global." Hahah).
    Um dia eu faço algo à altura.
    De qualquer maneira, tá muito foda. Parabéns :)

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Obrigada por reservar uns minutinhos para ler meu blog. Fico agradecida! =) E obrigada por comentar!!
Ass: Julia Siqueira