domingo, 12 de junho de 2011


Leia o post, ouvindo a música que postei no final. bjks.
(...)
Eu não sou o único perdido por aqui. A menina abraçada com o coração parece estar perdida também, mas ela parece não se importar tanto quanto eu. Eu devia aprender com ela. A gente parece sofrer do mesmo vazio, o vazio de não sofrer nada.
Parece que ela me viu aqui, por que essa cara? Parece... confusão; Acho que ela nunca precisou beber pra esquecer alguma coisa. Na verdade, nem eu precisei, até agora.
Mas ela é estranha. É linda, obviamente. Não linda dessa beleza óbvia. Loira dos olhos azuis. Não, ela é linda por ser diferente. Porque ela tá vestida tão bem? Deve estar vindo de alguma festa, mas se está vindo de alguma festa, porque está sozinha? Porque não tem ninguém com ela? E pelo amor de Deus, porque ela está abraçada consigo mesma desse jeito tão estranho?
Mentalmente, fiz uma lista de coisas que gostei nela, mesmo sabendo que era a coisa mais inútil a se fazer naquela hora:
A primeira coisa, foi a falta de atenção para com o mundo. Ela não fazia ideia do que era e nem queria fazer. A segunda coisa, os olhos. Eram os olhos mais
estranhos que eu já havia visto, sem cor definida, ainda indecisos, como ela. A terceira coisa, o jeito como ela nem sequer pensou em correr ou ficar assustada numa rua escura com um bêbado olhando e analisando ela.
Todas essas coisas formavam juntas o que ela era: Um tudo, um nada. Ela parecia saber exatamente o que fazer a qualquer hora. Ela parecia não
se importar. Ela parecia ter mil motivos pra fugir, mas não
deixava ao menos um transparecer. Ela era perdida, talvez tentando se iludir, mas era do tipo que não se iludia fácil, pelo contrário, ela sabia até demais da realidade. Pronto, matei a charada. Era isso que a tornava interessante. Ela era difícil de desvendar, se você olhasse mas não enxergasse. É tão fácil ver isso, ela simplesmente corria de tudo que a fazia feliz, e puxava a incerteza pra perto, porque só assim, ela sentiria alguma coisa, e só assim, ela podia se iludir, do jeito que queria.
Como negar que se apaixonar por uma pessoa como ela era a tarefa mais fácil do mundo?! Ela tinha o nariz em pé e andava com a coluna erguida, com todo seu ar de esnobe. Ela enebrecia as pessoas. Só viam o que ela cautelosamente os fazia ver. Talvez uma garota fútil, revoltada. Ela sabia que não era isso, mas ela queria que todos pensassem assim. Por que pra mim foi tão fácil desvendar? Eu nem a conheço. Nem sequer sei seu nome, mas parece que eu a conheço por toda minha vida. E mesmo depois de tudo isso, ela continua andando agarrada com o coração, em frente, olhando pra mim num quase sorriso como se dissesse: "Você é um idiota por beber. E você sabe disso". Acho que se eu fosse até ela agora, seria exatamente isso que ela diria pra mim.
E eu iria, se eu conseguisse levantar daqui.
(...) M.L;

You got it you got it
Some kind of magic
Hypnotic hypnotic
You're leaving me breathless
Say "hate this" say "hate this"You're not the one I believe in
Well, God is my witness.
Ilusão do cap. 5. *


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Ass: Julia Siqueira