sexta-feira, 11 de março de 2011

Enganador.

Enganadores me dão ódio e ao mesmo tempo me fascinam.
Sabe, uma vez conheci um enganador que era tão bom no que fazia que enganava a si próprio.
Era difícil saber quando ele dizia a verdade, ou quando ele a escondia. Muitas das vezes ele era quem ele mesmo julgava ser e quando ficava sozinho, se encontrava com uma pessoa estranha, que nem ele mesmo conhecia.
O enganador que eu conheci era ruim. Ele só gostava de uma pessoa, fazia seu trabalho com perfeição.
Qualquer que seja a pessoa que o amasse, era amassado, triturado e jogado as traças por ele. Pois ele só amava uma pessoa. Ele o fazia falar o que sentia e colocava na tua cabeça que se você o fizesse ele iria te retribuir. Mas o enganador só gostava de sentir o doce prazer de não sentir nada pelo que você sentia.
Ele te manipulava, jogava com você e ganhava na maioria das vezes. Ele sabia o que fazer. Não dava ponto sem nó. Nunca perdia as estribeiras. Nunca deixava de ser enganador.
Ele só amava a uma pessoa, ele amava a si próprio.
Mas um dia ele conheceu uma pessoa, a enganadora.
A enganadora nem sempre fora enganadora, era somente alguém com coragem o bastante pra enfrentar seus medos. No começo de tudo, era somente mais uma que o enganador furtara o coração. Mas ela gostava do confronto. Decidiu virar enganadora, e pegar de volta o que era dela por direito.
Então, o enganador não conseguia enganar a quem não acreditava em ninguém, ele nunca soube que quem não o ouve, não o ama.
Ele nunca soube que um enganador, podia ser enganado.
Os dois se enganaram por muito tempo. Brigaram por algo que não se sentia, não se tocava, não se via. Mas estava ali. (...)
Julia S.

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Ass: Julia Siqueira