segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Para todos vocês

A quem prefiro não me referir
que não me lêem
e não me escutam
Que não me lembram
Para todos vocês.

Esperar que voltes é tão inútil como o sorriso escancarado dos mortos na necrologia dos jornais.
E no entanto de cada vez que a noite se rasga em barulhos no elevador
e um telefone se debruça do sexto andar
Sinto que ainda ficou uma palavra minha esquecida na tua boca
e que vai voltar
para a devolver.
(Alice Vieira - Os armários da Noite)

domingo, 27 de novembro de 2016

Resenha: Scarlet Heart Ryeo


Ficha Técnica: 
Nome em Coreano: 보보경심:려
Ano de Exibição: 2016

Gênero: Ação/Romance/Histórico

Número de Episódios: Número de Episódios: 20

Personagens Principais:Personagens Principais:

Lee “IU” Ji Eun como Go Ha Jin/ Hae Soo
Lee Jong Ki como Wang So
Kang Ha Neul como Wang Wook
*

Talvez essa seja a maior resenha da história desse blog, a mais emocionante, a mais triste... a mais mais. 
Não tem como falar de Scarlet Heart sem se emocionar ou sentir um grande aperto no coração. Para quem já assistiu, venha chorar comigo de novo. Para quem ainda não assistiu, essa resenha contém spoilers e spoilers nesse dorama são extremamente cruéis.

A História:
Bom, Scarlet Heart começa com a história de Go Ha Jin, uma menina jovem do século 21 que se vê cheia de dívidas e largada pelo namorado, que a trocou por sua amiga. Ela já não tem muitas esperanças na vida e muito menos nas pessoas. Go Ha Jin é uma menina que sempre tenta ajudar a todos e acaba sempre se dando mal. Ela também é um vendedora de cosméticos e entende muito sobre maquiagem. Quando Go Ha Jin vê uma criança se afogar num lago da cidade, não pensa muito em se jogar para salvá-lo, mas acaba se afogando e indo para o fundo do lago.
Felizmente, ela consegue voltar a superfície, mas assim que recobra a consciência, percebe que não está no mesmo lugar.
     Assim começa a primeira reviravolta da história, Go Ha jin, a menina do presente, vai parar na Era Goryeo (918-1392), se chamando Hae Soo. Hae Soo era realmente uma pessoa que vivia naquela época e a história não explica em nenhum momento até o último capítulo se ela tomou o lugar de outra pessoa ou se era ela mesma em outra Era. Hae Soo era uma "nobre", sobrinha da esposa do 8º príncipe. Não era uma nobre com muito nome, visto que sua linha familiar não era próxima ao trono e sua única família era sua tia.
A partir daí, Hae Soo tem que aprender a lidar com as diferenças dessa época. Ela se intromete quando vê alguma injustiça com escravos, o que naquela época era visto como normal. Ela bate em um dos príncipes, responde os outros e etc.
     Goryeo é governada pelo Rei Taejo, que teve nada menos do que 14 filhos, o rei nomeia seu primeiro filho como o príncipe herdeiro ao trono e existem alguns outros filhos que tem sede por esse lugar e fariam tudo por isso. 
Uma família real na época de Goryeo não era uma família como nós entendemos hoje, os irmãos não era muito próximos, podiam muito bem matar uns aos outros e faziam de tudo para conseguir ter o poder em mãos.
     Wang So é o 4º príncipe, filho da primeira esposa e irmão (pai-mãe) do 3º e do 14º príncipe. Wang So é um cara meio sem coração, que viveu quase sua vida toda longe da família real, renegado pela mãe. Wang So se esconde atrás de uma máscara depois que sua mãe arranha seu rosto e forma uma cicatriz permanente no filho. Isso acontece porque o rei iria se casar com sua segunda esposa e a rainha nunca foi de querer dividir nada. 
Wang So volta ao reino e ganha a confiança de seu pai de novo, começa a fazer trabalhos para ele e consegue se aproximar de alguns irmãos. Sua mãe, por outro lado, é uma víbora que odeia o próprio filho e faz de tudo para que ele perca tudo o que conseguiu.

Personagens:

1) Hae Soo x Wang So:
Mas uma vez eu repito: OBRIGADA SENHOR PELO CASAL BEM EXPLORADO!
 Se tem uma coisa que me irrita nos doramas, são casais que começam do nada - vide The Heirs -. E isso definitivamente não aconteceu em Moon Lovers. A química e o amor desses dois foi lentamente crescendo, se expandido e criando raízes ao longo do tempo. Wang So era um cara terrível, cheio de mágoas, viu na Hae Soo uma amiga, que o ajudava a cobrir sua cicatriz, que ao mesmo tempo em que era boa e gentil com ele, também sabia botá-lo na linha.
Hae Soo por outro lado teve um plot twist muito interessante e quase nunca visto em doramas, ela se apaixonou por um homem em quem confiou e jurou se casar e depois perdeu essa confiança e se permitiu alcançar e gostar de outra pessoa. 
Um casal nota 9, vai. Só não é nota 10 porque Wang So tinha seus momentos odiosos. Perde ponto aí.




3) Wang Eun x Sun Duk
Lindos. Lindos. Lindos. 
Sun Duk era apaixonada pelo Eun desde pequena, mas sendo filha do "coronel" do exército da coroa, sabia lutar e se comportava muito como "menino". Quando os dois se casaram foi uma desgraça, Eun não queria e fazia pouco caso dela, mas depois de um tempo os dois foram se aproximando e ficaram gracinha juntos. 
O que mais me chamou atenção nesse casal foi como sua relação depois de propriamente construída, ficou tão bonita. Um cuidava do outro, sempre. E não tinham medo de se arriscar um pelo outro. Eun finalmente percebeu que era para ela um porto seguro e se arriscou muito por conta disso. E ela também não perde o mérito, os dois se salvaram.

4) Choi Ji Mong:
A incógnita da série. Choi Ji Mong, assim como Hae Soo, também veio do futuro. Só que o dorama dá a entender que ele não se lembra disso, só tem alguns flash backs. O personagem é construído em volta do Primeiro Rei e dos príncipes, sempre fazendo uso da astrologia para dar conselhos e direções. Acho que Choi Ji Mong vai aos poucos lembrando da vida no futuro e ele também é o único que desconfia que Hae Soo não é daquele lugar. 

5) Lady Hae Ssi x Dama da Corte Oh:
O que falar dessas mulheres maravilhosas? Duas das personagens mais fortes e com mais simpatia desse dorama inteirinho! Hae Ssi é a tia de Hae Soo, casada com o 8º príncipe Wang Wook. Ela faz de tudo para que a sobrinha permaneça bem e viva, visto que Hae Soo faz um monte de cagada nos primeiros meses em Goryeo. É o que a Hae Soo chama de família, mesmo não a conhecendo, ela é a única em que Hae Soo pode confiar.
Hae Ssi já era uma mulher doente e ao ver que seus dias estão acabando, diz ao marido para que cuide de sua sobrinha - ela já notou o interesse do Wook em Hae Soo e sabe que era correspondido. Ah, quando Hae Ssi morre -logo no começo da história-, Wook confessa que se sente mal por nunca ter conseguido falar que a amava, mesmo ela tendo sido uma esposa maravilhosa. Bom, no final do dorama, com Wook já idoso, perguntam a ele se ele sentia falta da Hae Soo, ele sorri e diz que não sabe e o dorama mostra que ele estava pensando na Lady Ssi, será que ele finalmente notou que a amava?


Deixei a dama da corte Oh por último porque ela foi a personagem mais sensacional de todas. Lady Oh é a principal dama da corte, a que manda em todas as outras. Assim que Hae Soo recebe suas punições por algumas coisas que faz, tem que trabalhar com ela em Damiwon. No começo, Lady Oh é super rígida com Hae Soo mas aos poucos vai se abrindo. Daí podemos ver o quanto ela é uma mulher sensata, corajosa e bondosa. Depois, Lady Oh já vê Hae Soo como uma filha, a trata como tal e faz de tudo por ela. 
Bom, Lady Oh foi a mulher que o rei Taejo (pai de todos esses príncipes) amou. Mas por conta de todos os empecilhos que haviam naquela época, os dois não conseguiram se casar. Então, Taejo a fez trabalhar no palácio, para que ela sempre ficasse ao lado dele. Na juventude, Lady Oh engravidou de Taejo, então a Primeira esposa do rei (sim, aquela víbora) mandou um chá abortivo para ela. Ela perdeu o bebê e as esperanças na vida, a impressão que tive da Lady Oh é que a partir daí ela passou a vida ao lado do rei para agradá-lo, por que a chama de vida que tinha pelo seu bebê se esvaiu e ela ficou vazia.
Assim, ao conhecer Hae Soo, Lady Oh pôde perceber o quanto eram parecidas. As duas eram muito bondosas e ajudavam aos outros. Lady Oh foi uma mulher muito guerreira e corajosa, uma verdadeira mãe para Hae Soo. 





Hae Soo e os Príncipes:
Hae Soo sempre foi envolvida no meio dos príncipes. Sendo amiga de uns, inimiga de outros, mas sempre estando ali.
Ao longo do dorama ela constrói uma amizade muito bonita com Wang Eun e Baek Ah. Wang Eun é um dos príncipes mais novos e não tem muito jeito com artes marciais e também não é muito inteligente. É um jovem fofo que só quer saber de se divertir por aí. Ele pensa estar apaixonado por Hae Soo e quando descobre que irá casar com outra mulher, fica devastado. Aí protagoniza uma cena triste - mas no fundo até bonitinha - em que pede Hae Soo em casamento, diz que mesmo ela sendo sua segunda esposa, vai tratá-la como se fosse a única, e Hae Soo recusa. 
Com o passar do tempo de casado, Eun começa a nutrir um sentimento de amor pela esposa, que sempre foi apaixonada por ele. E os dois fazem um casal fofo demais. 


Baek Ah é o príncipe mais sensato de todos. Compreensivo, sensível e um musicista incrível. É o único irmão que se dá extremamente bem com Wang So. Se torna grande amigo de Hae Soo porque vê nela uma pessoa em que pode confiar seus segredos. Hae Soo por sua vez sempre adivinha o que ele está sentindo e sempre o apoia em todos os momentos ruins que ele passa (que são muitos e bem tristes).
Baek Ah é apaixonado pela esposa do Wook e depois de um tempo, lá para o meio do drama ele se apaixona por outra menina. Eu aviso logo, a história dele é triste, apesar dele ser um dos melhores personagens desse dorama. 

Wang Wook, o que falar desse personagem que amamos odiar não é mesmo? No começo, ele era um homem bom, que vivia com sua esposa e sua sobrinha. Assim, começou a se interessar por Hae Soo e no começo o sentimento era recíproco, Hae Soo também havia se apaixonado por ele. Os dois pretendiam se casar, mas sempre algo os impedia.
Assim que Wang Wook começa a se interessar pelo trono ele também começa a mudar. Assim se vão as mentiras, a desconfiança e a traição. Hae Soo desiste de Wang Wook, o que o faz ficar mais perturbado e louco pelo trono. 
Acontece que Wang Wook não admite que Hae Soo não o vê como um futuro rei e sim Wang So. Logo, tudo o que ele faz até o final do dorama é em função de derrubar os irmãos concorrentes ao trono e para impedir Hae Soo de ficar com Wang So. 
Bom, tenho muito orgulho em dizer que NUNCA SHIPPEI!



O último príncipe que vale a pena ser mencionado nesse tópico, é o Jung. Confesso que não via muita graça no Jung até o meio do dorama. Também pelo fato de que o personagem dele só foi bem explorado do meio para o final da história. Jung é um lutador, não tem gana nenhuma pelo trono. Ele se torna um importante membro do exército real. Apesar de ser irmão por parte de mãe e pai do So, os dois não se dão lá muito bem. 
No último bloco no dorama, a presença de Jung vai ficando mais significativa, visto que é ele quem ajuda Hae Soo a fugir do castelo. E o bonito disso tudo é ver como Jung a ajuda e sempre fica ao seu lado. Faz umas cagadas que poderiam ter sido evitadas, mas quem não faz, não é mesmo?
Gostei desse príncipe. Sabe o que quer e faz o possível para conseguir. Nos momentos finais do dorama prendeu mais minha atenção, porque ficou entre uma Hae Soo quebrada e um Wang So imbecil.
Teve culpa de um final triste? Sim. Mas quem não teve?




OST's:
Geralmente os doramas que eu gosto não são os que tem as músicas mais cativantes. Na verdade, os doramas que não gosto muito costumam ter as músicas que mais me agradam (vide The heirs, Cheese In The Trap e Bride of The Century). Só que como Scarlet Heart me surpreendeu em todos os aspectos, esse não podia ser diferente. Eu simplesmente amo todas as OSTs desse dorama. 
Começando com a música que Hae Soo canta para os príncipes e que faz Wang So dar um sorrisinho:


Sim, botei o vídeo mais triste que achei. 


A música da depressão. 


A música da extrema depressão.


Morra seco de tanto chorar.


Não dá para contar a história desse dorama numa resenha, e seria até triste se isso acontecesse. Ele é um mundo dentro do outro, os personagens são incríveis e esse é definitivamente meu dorama favorito!



JRS

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Na verdade eu sei de tudo.

Eu costumava ser bem boa nisso.
Fazia como se fosse a coisa mais fácil desse mundo.

Hoje em dia a cobertura vem antes do recheio.
E eu nem sei se o recheio vai chegar alguma hora.

Eu tinha alvos certos, tudo na ponta da língua.
Quando minhas ilusões acabaram, todo o resto foi embora também.

Tento me enganar e desembesto a escrever algo que não acredito.
No fundo as palavras estão perdidas
Esperando serem encontradas.

Quando foi que esse texto se tornou uma marcha fúnebre?

Mas eu escrevo um e apago dois.

Você já deve ter notado.

Nenhum ponto é dado sem nó por aqui.

A resposta está sempre na ponta da língua.

Na verdade, eu sei de tudo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Fecha o meu livro.

O que pensa um escritor?
O que um escritor pensa?
Quando ele anda pela rua, será que ele analisa cada passo
De toda e qualquer pessoa que passe ao lado dele?
Será que ele vive de pensar em criações,
em personagens?
em personalidades?
Da onde nasce um escritor?
Por que a mente e a lábia são assim tão rápidas?
Por que as pessoas não se atormentam,
não se afligem,
não arrancam seu coração,
Por pensamentos que nem sequer saem de suas próprias cabeças?
Porque escritores vêem rosa e vocês vêem cinza;
Ou azul;
Ou verde;
Ou preto;
Ou colorido;
Mas não enxergam como eles.
JRS

"Fecha o meu livro se por agora não tens motivo nenhum de pranto (...)
Eu faço versos como quem morre." - Manuel Bandeira.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Sobre todos os doramas que eu... não quero lembrar!


Antes de começar a escrever qualquer coisa sobre esses doramas aí em cima, que fique claro: Tudo o que estará escrito aqui é sobre a MINHA opinião. Você pode ter amado um ou mais desses doramas, e está tudo bem. Não nascemos para gostarmos das mesmas coisas, até porque seria tudo muito entediante se fosse assim.

Alerta de Spoiler. Se você não viu esses doramas, não leia esse post.
Ou leia.
A vida é para ser vivida perigosamente.

***

Eu costumo escrever sobre os doramas que gosto. Master's Sun, Queen In Hyun's Man e Reply 1997 são alguns desses. Mas de vez em quando, me deparo com dramas que não enchem meu coração.
O engraçado é que esses três doramas que eu falarei hoje são extremamente famosos, no meio dos viciados em doramas são muito bem falados e recomendados. Então, talvez, apenas eu não tenha gostado, e isso pode ser verdade. Mas vamos expôr o porquê da viciada em dorama não ter curtido esses famosinhos:

The Heirs:
    Um dos meus primeiros doramas. Confesso que nos primeiros episódios ele era bom. Confesso que o casal Shin Hye e Min Ho era até fofinho no começo, quando tudo se passava nos Estados Unidos e os roteiristas ainda não tinham conseguido cagar toda a história. Conforme a história foi passando, com a volta dos dois á Coréia, com o aparecimento de novos personagens, o dorama foi se perdendo demais. Primeiro porque eu não consegui engolir o romance que ia crescendo entre a Cha Eun Sang (Park Shin Hye) e o Kim Tan (Lee Min Ho). Costumava pensar que isso se dava pelo Young Do (Kim Woo Bin), que roubou, de fato, toda a cena do personagem principal. Eu gostava muito mais do romance dele com a mocinha do que com o próprio male lead.
    Mas isso não é uma surpresa, muitos doramas sofrem com um second lead muito melhor do que o male lead. Mas mesmo com esse problema, você ainda consegue sentir algum afeto pelo personagem principal com a mocinha, porque acima de tudo, o romance deles SURGE DE ALGUMA FORMA. Com The Heirs foi diferente, não consegui sentir da onde surgiu o interesse do Kim Tan pela Eun Sang e muito menos de onde surgiu o interesse da Eun Sang pelo Kim Tan. Sim, a Eun Sang era chata. Chegava a ser insuportável as vezes. Mas eu sentia que o Kim Tan obrigava ela a gostar dele. Todas as aproximações físicas que eles tiveram, foram veementemente negadas por parte dela, como se ela não quisesse nada daquilo, e fui obrigada a engolir um romance que nascia de um sentimento forçado. Sim, sei bem que a Shin Hye nao é a melhor atriz em momentos de romance. Mas em The Heirs era diferente, era como se a personagem dela fosse a bonequinha de todo mundo.
       Todo mundo fazia o que queria com ela. E ela consentia, aceitava e deixava pra lá. Assim, o cara que era pra ser o vilão, acabou virando o personagem mais legal e compreensivo. Já que ele era o único que de uma forma ou de outra, respeitava o que a Eun Sang queria. 
    Enfim, foi uma sequência infinita de erros. Os roteiristas erraram em escrever personagens tão esquisitos. Principalmente deixando um traço tão grande de Machismo e Misoginia no Kim Tan. O que provavelmente nem era a intenção deles. E fazendo a Eun Sang tão submissa que chegava a doer. E o resto da história era tão maçante que eu, sinceramente, pulei muitas das partes do irmão do Kim Tan, arrastei o dorama até o final e dei graças a Deus quando acabou.
    Já quase apanhei por dar este depoimento sobre The Heirs. Então queria deixar claro que apesar de malhar o dorama para quem me pergunta sobre ele, tenho uma paixonite aguda. Bom, Kim Woo Bin é Kim Woo Bin. E pelo amor de Deus, não venham me dizer que o Young Do era um babaca, "mimimi jogou ela na piscina", ENTENDAM O MOTIVO pelo qual ele fez isso.
Obrigada, de nada.

Goong:
A minha maior decepção até hoje no mundo dos doramas. Terminei de ver Goong há um mês e tinha grandes expectativas nele. Primeiro porque os atores que interpretam os personagens principais são atores que eu gosto muito. Segundo porque esse dorama é extremamente recomendado por todo mundo que já o assistiu. Terceiro porque ele é um dos doramas mais famosos, está na lista junto com Hanadan, Coffe Prince e Secret Garden.
Goong tinha tudo para ser um dorama bom. Apesar da história ser bastante clichê, casamento forçado, triângulo amoroso... Quem assiste esses clichês sabe que é fácil de acertar. Mas Goong não acertou em nada para mim. O problema foi com certeza na transição da paixão do mocinho, da antagonista para a protagonista. O problema foi que essa transição não existiu. O problema foi que fiquei confusa o tempo todo sobre o que o mocinho queria. Não entendi. Ele sentia ciúmes mas ele não queria nada com ela. Ele ficava com raiva quando via ela com outro, mas não largava o osso da mala sem alça que ele gostava. Ele não abria a boca para falar nada que prestasse, mas quando falava era só decepção. Confesso que como isso vinha acontecendo desde o começo do dorama e mesmo depois de já termos a "certeza" que ele realmente gostava dela, do meio pro final nenhuma reviravolta mais me interessava. O fato era que eu tinha brochado legal no romance dos dois e nada que pudesse acontecer iria mudar isso.
Assim fica difícil.

Secret:
Ô dorama réi triste. Vá sofrer assim lá longe! Mas a sofrência não foi de longe o motivo desse dorama ter falhado para mim. De fato, Secret tem muitos pontos positivos, a história é boa, os atores são maravilhosos, a sofrência é sofrência de verdade! A personagem principal conseguiu se manter até quase o final sendo hiper master blaster foda no meu ponto de vista. Ela sofreu a novela inteira mas não desistiu. Era ética, centrada e fazia tudo para ver quem ela amava bem. As pessoas que viram esse dorama costumam ter raiva do fato dela ter acobertado o namorado no acidente, dela ter ido para a cadeia, tido um filho lá dentro e mesmo assim não sentir raiva e manter sua promessa até o final. Eu já sabia que ela faria isso desde o começo. Foi burrice? Foi! Mas foi uma atitude nobre, não peguei raiva do drama por causa disso.
O meu problema começou com o personagem principal. Primeiro que ele precisava de um psiquiatra. Ele podia até amar a menina que faleceu e não pôde suportar a perda, mas convenhamos de que o amor dele era um amor muito esquisitinho. Não sabe brincar, não desce pro play. Ele era carente toda vida e quando descobriu que podia encher o saco de outra pessoa, nossa, foi insuportável. Daí começou a doença dos mocinhos meio-malvadinhos-meio-bonzinhos de doramas. O cara não sabia se queria matar ou se queria dar vários beijinhos na colega principal. Não sabia se humilhava ou se ajudava a mocinha. No começo, tudo bem. No começo a gente até acha bonitinho ele lutando contra seus sentimentos, mas chega uma hora que ninguém mais aguenta.
A cereja do bolo desse dorama, na minha humilde opinião, foi a descoberta que o filho dela ainda estava vivo.
Primeiro porque era de se esperar, não sei como ela não desconfiava daquela velha maldita. E depois de descobrir isso, ela simplesmente desistir de conseguir o filho de volta e aceitar viver do ladinho do homem que ela gostava sem ele. FOI A GOTA D'ÁGUA. Também já li argumentos que diziam que o menino já estava crescido e não lembrava da mãe, tampouco sabia que era adotado. Amava a mãe adotiva e seria maldade tirá-lo de perto dela. Isso para mim não significa nada, o garoto é filho dela, nasceu dela, ela amou aquela criança mais do que tudo. Sofreu muito por ela pra no final desistir.
Realmente, não me desceu.


JRS